sábado, 30 de dezembro de 2017

Foi há um ano...

... que a minha vida deu uma reviravolta... que me vi sozinha com um filho de dois anos... que perdi o amor da minha vida... que, no meu mundo, ficou um vazio impreenchível...

As palavras atropelam-se na minha cabeça... muito haveria para dizer... muito haveria para te dizer... somente, consigo expressar a falta que me fazes... que nos fazes... e que o nosso amor continua... nem que a morte nos separe... ♡


                                                                 Amo-te... hoje e sempre 


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Continuar...

... a vida é feita de chegadas e partidas, de alegrias e tristezas, de vitórias e fracassos... e no meio disso tudo, aprendemos a continuar... 

... mesmo que as rasteiras da vida nos deixem marcas profundas, cicatrizes difíceis de curar, aprendemos a continuar... porque a vida é feita de desafios, e temos de aprender a aceitar as novas realidades que nos vão surgindo... 

... vamos aprendendo a continuar numa realidade desconhecida, numa realidade que vamos tornando nossa... 

... e aprender a continuar é saber esperar que a tempestade passe, é saber escutar os nossos desejos, é saber aprender a amar-se... mas é também deixar para trás o que não podemos mudar e... aceitar.. 

... aceitar é, sem dúvida, o mais difícil... e em qualquer situação... não obrigatoriamente, numa situação de perda, mas também nas mais diversas situações do dia a dia... compreender que há coisas que estão fora do nosso alcance, do nosso controlo, dos nossos desejos... e que mesmo assim, a vida obriga-nos a continuar...

... já me revoltei, já me perguntei vezes sem conta "porquê?", já bati com o punho na mesa, numa ânsia de me ser devolvido aquilo que era meu... já me senti perdida e sem rumo... aprender a continuar é penoso...  é, inicialmente, um trabalho mecânico, de sobrevivência... trabalhar, cuidar do filho, da casa, das contas... voltar a repetir isso tudo, todos os dias... sem que haja um obejtivo de vida, aquele regressar a casa, aqueles planos a dois, a três.. fica um vazio impreenchível... um desejo que nunca será satisfeito... 

... já me zanguei com o mundo, com a vida, com as pessoas... detestei assistir ao desfilar da felicidade alheia, às fotos familiares, que transbordava de "família perfeita"... já me "desliguei" do mundo e criei o "meu" mundo... já me apeteceu desistir de tudo!

... mas continuei... porque aprendi que vamos aprendendo a aceitar as alterações da vida, vamos ganhando coragem para nos despedir do que já era nosso e assumir que o mundo da gente começa a morrer antes da gente!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O nosso Natal ♡

Recheado do amor dos meus... de carinho e afetos... de muitos mimos... e da chegada do Pai Natal, que pôs o meu pequeno príncipe a vibrar de alegria... porque o essencial é invisível aos olhos... e mesmo noutra dimensão, a tua presença fez-se sentir... ♡


Que o vosso Natal tenha sido especial  ♡


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Todos os dias são para sempre ღ

Um livro recheado de {muitas} verdades... genuíno... sem papas na língua... Todos os dias são para sempre é, sem dúvida, a frase que devemos manter na nossa mente.... sempre ღ

Facebook do autor aqui 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A magia do Natal ✧

O Natal é uma festa repleta de magia, de sonhos e fantasias.... claro, que este encanto ganha outra amplitude quando é vivido através dos olhos de uma criança... há aquela inocência saudável de acreditar no homem das barbas brancas... aquele brilho no olhar quando o veem... 

No sábado, encontramos o Pai Natal no shopping... logo que o Gonçalo o avistou, largou a minha mão e desatou a correr até junto dele... parou, e ficou muito quieto a olhar para ele, com um sorriso rasgado, colocou devagarinho um dedo na perna do Pai Natal para confirmar se era real, se era mesmo ele... quando viu que, afinal, estava diante do tal Pai Natal, sentou-se no colo dele e ali ficou a admirá-lo...

É delicioso ver como eles conseguem ser felizes com tão pouco!
 ♡ ♡ ♡


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A viúva tem nome!!

É algo que me causa alguma confusão, isso de tratar a esposa que perdeu o marido de "a viúva"... é um facto que o estado civil passa a ser este, mas daí a deixar de ter nome e passar a ser "a viúva" é coisa para me deixar a bater o pé...

Tenho lido imensas vezes, referirem-se à esposa do membro dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, como a viúva, mas porque carga de água a mulher deixou de ter nome? Ela chama-se Cristina Avides Moreira, e não é "a viúva"... isso é o estado civil dela, não o nome!!! No máximo, o correto seria escrever a viúva de Zé Pedro, Cristina Moreira...

Que me lembre, assim de repente, ninguém se refere a alguém como "a esposa"... "ah, é a esposa"... dizem "é a esposa de...", então porque razão passamos a ser "as viúvas"?

Não acham que já dói o suficiente termos perdido os nossos maridos, não sendo necessário relembrar a cada oportunidade que somos viúvas?

Infelizmente, ouve-se muito isso...  do género "ah é a viúva", "aquela que ficou viúva"... também já ouvi isso a meu respeito, e acreditem, não sabe nada bem!

Para quem tiver curiosidade, o artigo  é este {há muitos mais do género} que trata a Cristina A. Moreira como "a viúva".. ah, e se repararem, em momento algum do artigo, está referido o nome dela... tive de procurar como ela se chamava...  porque que eu saiba, ninguém se chama "a viúva"... enfim!

Este mundo anda carregado de pessoas insensíveis, é o que vos digo!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

"Há uns que sofrem mais do que outros..." ❧

A propósito desta frase que ouvi, há dias, e que acho somente... absurda... Deixo um excerto de um texto que reflete aquilo que poderia ter sido eu a escrever, por ser tão aquilo que sinto:

Há os que mostram pouco, quase nada, e isso não quer dizer que também não amarguem uma perda aqui, uma separação ali, uma deceção acolá. E há os que escancaram o seu pesar com a honestidade de um altifalante. Há gente que grita a sua queixa mais alto do que o volume da sua dor. (...) E tem ainda aquela gente que sente tanto, mas tão fundo que nem tem força para sair para aí berrando o seu desespero. Então se fecha e chora baixinho até passar a dor. Cada um do seu jeito.Todo o mundo sofre!

Quanto engano. Dor nenhuma é pior que outra. Pessoais e intransferíveis, nossas dores podem ser consoladas, jamais comparadas ou transferidas. E a vida não é um concurso de sofrimentos. {Aqui}

♡♡♡

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Sinto falta... ღ

... de ser esposa... de ter o meu marido... de conversar com ele ao fim do dia... de passar a roupa dele a ferro... de preparar a marmita para mais um dia de trabalho... de o ver sentado em frente ao computador a fazer trocas de turnos para podermos estar mais dias juntos, os três... das mensagens com as compras para fazer ou sobre o que seria o jantar... sinto falta dessas banalidades do dia a dia, às quais não damos importância, mas que nos fazem uma falta danada quando não as temos...

Sinto falta de ouvir o rodar da chave na porta... de o ver espreitar para a sala... 

Sinto falta do cheiro... do toque... do sorriso... da voz.. do olhar... do beijo... 

Sinto falta de ter uma família tradicional... e de sentir-me protegida... amada... acarinhada...

Sinto tanta falta de ti


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O nosso Natal ❆

A tradição mantém-se... e hoje, montamos a nossa árvore de Natal!

O Gonçalo estava super entusiasmado... achou imensa graça a pôr as bolas na árvore, que decidiu passar o dia nisso... tira e mete! Enfiou o gorro...e dizia: "É Natal!"

É sim, meu filho... apesar de tudo, é Natal, e farei de tudo para que o vivas de coração cheio!


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Hoje, de manhã, um dos meus meninos perguntou-me:

- Ó professora, tu tens pais?
- Claro que tenho. Tu também tens, não tens?
- Sim, tenho.

{Já sabia onde ele queria levar a conversa, por isso acrescentei}

- Todos temos um pai e uma mãe.
- O Gonçalo não tem pai!

Eu logo vi que a conversa iria chegar a este assunto.  Então, expliquei-lhe:

- Claro que o Gonçalo tem pai... só não está cá, mas ele tem pai, sim! 

Diz ele:
- Está no céu.
- Pois, está. Mas, não é por isso que ele deixa de ter pai.

Já não é a primeira vez que este menino diz isso. Talvez, ainda seja demasiado pequeno para entender isso de viver sem o pai.... talvez, não perceba porque razão ele tem o pai, e o meu filho não... sabe-se lá o que vai na cabeça das crianças... sei é que este assunto deve estar a fazer-lhe alguma confusão... por isso, procuro sempre explicar-lhe a partida do pai do Gonçalo com naturalidade, com ligeireza, porque penso que é fundamental abordarmos o tema da morte desmistificando aquela ideia de secretismo, como sendo um assunto a evitar falar...

Infelizmente, a morte faz parte da vida... e devemos falar dela com naturalidade... o Gonçalo ainda é pequeno para entender isso... ainda não entende o que se passou com o pai para ele já não estar em casa, ou não o ir buscar à escola, levá-lo ao parque, ou até mesmo esperar por nós à porta do prédio...

Apesar da sua tenra idade, procuro falar do pai TODOS OS DIAS... em casa, temos várias fotos em, praticamente, todas as divisões da casa... o Gonçalo sabe o nome do pai, sabe quem ele é, sabe que o pai "tem" uma ambulância do tinoni... sempre que vê uma diz "tinoni do pai"...e no fim da nossa prece, à noite, enviamos sempre um  beijo imaginário ao pai que está no tinoni do céu!

Tento que o Gonçalo faça da ausência do pai a sua presença... e que aprenda a lidar com isso de forma saudável... para que um dia, quando lhe disserem, o que aquele menino me disse, ele seja capaz de responder, sem mágoa e de coração puro e sereno, que "Sim, eu tenho pai, e ele chama-se Jorge."

♡♡♡

Aprendi a amar-te de longe*

Faz hoje 11 meses, desde que partiste... quase um ano, desde o dia do nosso último beijo... quase um ano a viver sem ti...

Há uma saudade constante no peito, um vazio impreenchível... a raiva inicial vai desaparecendo e a serenidade volta tímida, mas constante... 

Aprendi a amar-te de longe... e isso, deixa-me mais tranquila, porque o meu amor continua a crescer, mesmo sem te ter... e isso é tão nosso!

Amo-te, meu amor!



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Readaptando ❧

Perder alguém que amamos muito é um dos processos mais dolorosos que se possa suportar... quando essa pessoa partilha a vida conosco, diariamente, o processo tornar-se ainda mais difícil, pois há um vazio que fica sempre por ocupar...  é como se a vida ficasse suspensa... sem saber que rumo tomar...  

É necessário apanhar os cacos e ir construindo de novo... retomar a vida e vivê-la de outra forma... adaptá-la à nova realidade... 

A mudança tem sido ao meu ritmo... uns dias melhores, outros nem por isso... a rotina vai-se adaptando ao meu novo mundo - agora a dois - e, apesar de sentir, que tenho dias em que ando a navegar em mares tumultuosos, a verdade é que, têm sido cada vez mais os dias de calmaria... 

Com o passar do tempo, surge a necessidade de readaptar... de mexer, de alterar, de procurar harmonia... em todos os sentidos da vida! E isso que tenho procurado fazer.. readaptar a minha vida... passo a passo... um dia de cada vez... mantendo sempre o foco no que me faz feliz, no que me faz bem... ignorando {sempre que possível} o que não me acrescenta nada...

Sempre culpei o tempo... cheguei a detestar ouvir esta palavra "tempo"... era sempre ele o mestre, sempre ele a comandar, a decidir... a verdade é que, este tempo que me atormentava, é o mesmo que me faz viver a vida com mais serenidade... a vida não deixa nada ao acaso

Pinterest

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

⇝ coisas da vida ⇝

Todos os dias, ouve-se falar de cancro... um familiar, um amigo, um vizinho... o cancro não escolhe idades, sexo, nem classes sociais... é para todos, sem distinção!

A morte do ator João Ricardo fez-me reavivar todo o processo de luta contra este {maldito} cancro... esta doença que vai matando aos poucos... matando fisicamente, psicologicamente e emocionalmente... 

Lidar com esta doença meses a fio com o conhecimento que se tem dela hoje em dia é das piores sensações que se pode ter na vida... é viver no fim da linha, é manter o equilíbrio em pleno dia de tempestade, é manter o sorriso e a esperança mesmo que estamos um caco por dentro...  

Não vivi a doença na primeira pessoa, mas convivi bem de perto com ela... desde o seu aparecimento até à consciência de que as coisas não estavam a correr nada bem.. é um desgaste físico e emocional tão grande que, inevitavelmente, deixa marcas... deixa aquelas cicatrizes difíceis de curar...aquelas que, ao mais pequeno toque, voltam a sangrar... 

Há uma sensação tão grande de impotência, de raiva, de revolta que chega a ser desumano... 

É um sentimento de desespero que ninguém imagina, uma agonia constante... passei horas a pesquisar testemunhos de casos de sucesso em cancros como o do Jorge, pesquisei medicinas alternativas, pedi muito ao Jorge para irmos aos Frades de Braga que, dizem, possuem xaropes que ajudam na luta contra o cancro, pedi-lhe para ir a uma consulta de um senhor que é conhecido pelos seus chás terapêuticos {parece que "curou" o Marco Paulo}, alterei a nossa alimentação, banindo os doces {li que o açúcar ajudava a alimentar as células cancerígenas}, rezei a todos os santos e mais alguns, prometi, prometi muito... agarrei-me a tudo e mais alguma coisa.... sentia-me tão desgastada e impotente... e, mesmo assim, ele venceu!

Viver o cancro é uma sensação atroz, mesmo que seja "só do lado de fora"... é algo que ninguém deveria de sentir... mas, viver o cancro também é uma aprendizagem, uma lição de vida...  é encarar a vida de outra forma...