quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

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Mesmo no meio do caos, das noites mal dormidas, da chuva que te deixa encharcada até aos ossos, das provações que a vida te vai impondo... que nunca se perca a capacidade de acreditar que, apesar das nuvens, o sol continua a brilhar incessantemente... e que este seja o combustível para enfrentar as tempestade da vida!


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Saber escutar**

A vida é uma constante aprendizagem e, ela tem me levado a perceber mais acerca do Homem e a constatar que somos, efetivamente, um ser complexo.... 

A correria dos nossos dias turva-nos a mente e as emoções de tal forma que, nem nos apercebemos dos "pequenos tudo" que podem transformar a vida das outras pessoas... refiro-me, em especial, ao saber escutar!

Cada vez mais, centramo-nos no nosso "eu", olhamos para o nosso umbigo, focamo-nos nos nossos problemas e acabamos por não nos apercebermos que não escutamos os outros, apenas ouvimos... e aí é que está a diferença!

Saber escutar é uma arte cada vez mais em desuso... exige esforço, atenção, concentração.... requer saber controlar as nossas emoções e começar a olhar para o outro como um ser que também sente, vive, sofre.. e que também precisa {e merece} ser escutado!

Todos conhecemos aquela pessoa que fala pelos cotovelos, que fala sem filtro, que passa a vida a lamuriar-se, que interrompe a conversa, que dá aquele toque no braço para que estejamos a olhar para ela, como se a vida dependesse disso...  mas, curiosamente, quando o seu interlocutor também fala dos seus problemas, ela simplesmente desvia a atenção, desconversa ou não mostra disposição para escutá-lo... 

Não tem, necessariamente, de haver empatia, até porque nem todos temos essa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro... mas, acredito que é possível haver compreensão, cuidado, atenção... de forma a construir uma escuta empática, em que, aí, sim reside a base para um bom diálogo... porque, muitas vezes, existe apenas um monólogo, um desabafo desenfreado de uma das partes...

Felizmente, tenho tido na minha vida algumas pessoas que sabem escutar com o coração e que me levam a desvalorizar aquelas que vivem surdas no seu mundo...  დ

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Boa Segunda-feira!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os queixinhas

Li, na revista Activa, a crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho, sobre "Os queixinhas de barriga cheia" e dei por mim a abanar com a cabeça afirmativamente e a sorrir tal é a veracidade do que lá está escrito...

É a mais pura verdade que somos um povo que passa a vida a lamentar-se... se nos perguntam se "está tudo bem", a resposta que ouvimos, na maioria dos casos, é um "vai-se andando", "mais ou menos"... 

Já usei esta resposta muitas vezes, por sentir, verdadeiramente, na pele que "ia-se andando", porque, efetivamente, tinha de andar com a minha vida para a frente... porque não podia responder "está tudo bem", quando não estava...

Depois, fui pensando nessas minhas respostas {que muitas vezes, eram as mais expetáveis para quem me perguntava como eu estava} e pensei que "ir andando" era uma resposta vazia, era uma resposta "depressiva" e obriguei-me a mudar... já não respondo dessa forma, não que esteja "tudo bem", porque nunca estará, as cicatrizes ficam para a vida, mas porque sinto que tinha de deixar essas lamentações para tentar sair deste abismo que me consumia...

Reclamar, lamuriar-me, só me fazia mal, só piorava a minha situação... tive de absorver essa dura informação de que, há acontecimentos contra os quais não posso fazer nada... e o que aconteceu é um deles!

Claro que há dias em que me queixo do rumo que a minha vida tomou, que não me apetece compactuar com isso e muito menos aceitar... mas, também sei que são esses dias que me ajudarão a reerguer-me e continuar... tento que esses dias não se tornam recorrentes na minha vida... há {e haverá sempre} altos e baixos ao longo da vida, mas tento optar por encarar os desafios da vida de coração cheio... de amor e otimisto!

É um trabalho diário, é um exercício que requer tempo e dedicação, porque acredito que passar a vida a queixar-se não é a melhor opção... destrói-nos nas mais diversas dimensões do nosso eu.... 

Infelizmente, o povo português é muito dado ao queixume.... Temos sempre a tendência em ver o copo meio vazio, a amaldiçoar a sorte que nos calhou, a reclamar do frio, do calor, da chuva, do trabalho ou da falta dele... acredito que já seja algo genético, contra o qual é importante lutar para não vivermos nessa lamúria constante... para deixarmos de ser uns queixinhas...

Confesso, que ando cada vez menos com paciência para esse tipo de pessoas, que nunca estão bem, em que nada agrada, em que se queixam de tudo e mais um par de botas, em que tudo parece que corre mal, quando na verdade {alguns} até são uns privilegiados... 

Guardemos essa nossa energia, nessa arte de sermos queixinhas, 
para saborear melhor a vida...

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Aceitarmos as nossas imperfeições requer perseverança e tempo para deixarmos o amor entrar no nosso coração... 

Aprender a viver com o que nos faz falta não acontece da noite para o dia... é preciso ir caminhando passo a passo e deixarmos a vida "lamber as nossas feridas"... porque, por mais escuro que possa parecer, há sempre, uma luzinha a aquecer o nosso coração ❥



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

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Quando o coração é Sol, toda a estação é verão...

E que bom acordar e ver este magnífico dia de sol ☀

Boa quarta-feira!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

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Hoje, na habitual mensagem de "Bom dia" da minha Su, também vinha uma ligação sobre a arte {sim, considero uma arte} de ignorar para ser feliz!

É uma aprendizagem saber ignorar aquilo que nada nos acrescenta... e é uma aprendizagem que só nos traz benefícios... Claro que não é fácil fazer "ouvidos moucos" aos comentários destrutivos, aquilo vai nos moendo por dentro.. vamos remoendo e a determinada altura parece que nos consome os dias, as noites... e ficamos cansados, irritados, submersos com aquilo tudo...

Aprender a ignorar para ser feliz requer tempo e determinação... Não é impossível. Consegue-se. E, quando conseguimos chegar a este estado de despreocupação perante os comentários ou críticas alheias é uma sensação tão boa que vamos querer isso para a vida toda.

Boa terça-feira!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

HOME sweet HOME ღ

Sempre fui muito "caseira"... gosto de estar no meu canto... de saborear a minha paz... de aproveitar o meu lar...

Com a partida do Jorge, e após três semanas em casa dos meus pais, enchi-me de coragem e regressei a casa... os primeiros dias não foram fáceis... cada recanto esconde uma lembrança, uma saudade... o anoitecer foi ainda mais complicado... tudo fica mais complicado quando a luz do dia se desvanece... 

Ansiedade, palpitações... solidão... silêncio ensurdecedor... foi {é} uma fase difícil de gerir, mas que vou conseguido ultrapassar... a verdade é que, e apesar da minha casa, ter sido o palco dos melhores anos da minha vida, também foi do pior... o Jorge partiu na nossa casa, no nosso quarto... 

Para muitos seria o mote para sair dali e não mais voltar... para mim, tem sido a minha âncora para ficar... adoro a minha casa, o lar que construir com o meu marido... é o meu porto de abrigo... e é nosso!

Por isso, confesso que me custa aceitar quando me dizem que é-lhes difícil entrar na minha casa... que custa lá estar... um espaço que carrega boas recordações, momentos de felicidade, não pode ser encarado com algo de mau, como algo a evitar... 

Vivo lá com o meu filho, cuido do meu lar, das nossas recordações... gosto de lá viver... e quero muito que o Gonçalo cresça nesse nosso espaço... que continuará a ser sempre dos três.... 

Há lá melhor sítio para se estar do que naquele que foi o palco da nossa história de amor? Duvido.

Home {my} sweet Home!


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O valor das pessoas vê-se naquilo que elas nos proporcionam. Obrigada às minhas pessoas por me terem proporcionado um momento tão agradável como há muito não tinha. Um momento em que voltei a rir de coração {quase} cheio. Em que, apesar de continuar a sentir aquela culpa por estar a seguir em frente sem ele, consegui saborear aquele momento sem receios. Em que me soube bem aquelas gargalhadas. Em que me soube ainda mais a vossa amizade.

Bom semana ❤

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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

As máscaras da vida 🎭

Quantas máscaras colocamos no nosso dia a dia?

Em plena festividade carnavalesca, em que a maioria das pessoas se mascarara, li este artigo que falava sobre as máscaras que colocamos ao longo da nossa vida... e, de facto, passamos a vida a colocar máscaras, numa ânsia de esconder as nossas verdadeiras emoções... como se estivéssemos a querer camuflar o que sentimos com receio de magoar o outro... 

Colocamos aquela máscara e escondemos os nossos medos, as nossas ansiedades, tristezas... o nosso verdadeiro eu!

Quantas vezes, não colocamos "aquela máscara" que, socialmente, sabemos que será bem aceite, aquela máscara que sabemos, à partida, que causará boa impressão... 

Quantas vezes não estamos despedaçados, desanimados, em cacos, mas temos de colocar aquela máscara de que está tudo bem.... Ui, quantas vezes já coloquei esta máscara na minha vida... quantas vezes, já engoli em seco e coloquei a minha melhor "máscara" em determinada situação, mesmo que a minha vontade fosse exatamente o oposto...  

Passamos a vida a retrair o que sentimos... porque, temos medo de nos mostrarmos aos outros de "cara lavada"... temos receio de magoar o outro com os nossos verdadeiros sentimentos... porque temos medo que o outro se sinta melindrado e acabamos por viver aquilo que o outro quer ver em nós... e vamos colocando máscaras umas atrás das outras, desfilando nesse baile que se chama vida...

Que tenhamos a coragem e determinação para deixarmos cair a máscara que nos impede 
e ser quem somos de verdade por medo de não agradar ao outro 💙