segunda-feira, 16 de abril de 2018

#fim de semana {15}

Os fins de semana são sempre dias mais difíceis de encarar. Aqueles em que abrandamos o ritmo frenético do dia a dia. Aqueles dias em que os pensamentos vagueiam. Aqueles dias em que a realidade bate mais de frente. 

O tempo cinzento não tem ajudado a contrariar tudo isso. No entanto, no sábado, o sol lá apareceu, e permitiu que pudéssemos da um saltinho até ao "nosso" parque.

Ele brincou, pulou, escorregou, e eu fui absorvendo cada peripécia, cada sorriso, cada gargalhada. E sorrindo, agradecendo à vida {essa malvada que gosta de me pôr à prova} por me ter dado a oportunidade de ser mãe de uma criança tão especial. Tão única. Tão nossa. Um menino, que para além das birras {cada vez mais ocasionais}, é um ser mais maravilhoso. Altruísta. Meigo. Amoroso. 

Apesar de tudo o que pode acontecer numa vida, acredito que tudo é uma aprendizagem. Que tudo tem um propósito. Que, até mesmo a chuva que tem caído incessantemente nos últimos dias é uma forma de nos mostrar que, depois da tempestade... virá a bonança. E que os nossos corações se encham de fé num amanhã melhor. ღ






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Boa semana
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sexta-feira, 13 de abril de 2018

#dia do beijo

... nunca saíamos de casa sem um beijinho {ou os três beijos que te exigia, quando ias trabalhar e eu ficava na cama}... por mais simbólico que seja este ato, o de beijar, para mim, era muito, era tudo. Adorava os teus beijos, os rápidos, os demorados,os repenicados, os lambuzados... todos!

Era a nossa forma de, mesmo no meio do caos que pode ser um dia, relembrar que éramos/somos importantes um para o outro, que o amor, o carinho, permanecia ali... intacto... 

Lembro-me de, muitas vezes, voltar para trás para te dar só mais um beijinho.. e tu rias-te e dizias "és muito tolica"... e eu respondia "Por ti!" ... e os nossos olhos brilhavam... 

Felizmente que nunca perdemos este doce hábito e assim, sem contar, pude dar-te o nosso último beijo antes de sair... naquele dia, em que quando regressei, já tinhas ido... culpei-me muito tempo por ter saído, por não ter percebido... culpei-te por não teres esperado por mim... mas, hoje, mais lúcida, acredito que preferiste que fosse tão natural como todos os outros dias em que nos despedíamos com um beijo e íamos trabalhar... quero acreditar que apenas partiste mais cedo numa viagem que todos faremos... e que levaste o meu beijo contigo.... que levaste o beijo do nosso filho e o seu miminho que ele te fez no rosto... acredito que preferiste assim... e acredito que foi o teu jeito de nos proteger... 

Mas, desde então, o beijo perdeu o seu encanto... dou por mim a esquecer-me de cumprimentar as pessoas com dois beijos, dou por mim  a afastar-me dessas manifestações de afeto... agarro-me ao nosso filho e embrenho-me do seu cheiro, do seu jeito tão teu... e procuro no seu beijo, o amor que me fez, um dia, perder-me de amores por ti... 

Amo-te!

Um beijo {dos nossos} daqui até aí 


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Dia do BEIJO 💋

O mais genuíno... o mais reconfortante... o melhor do mundo... ♡


quarta-feira, 11 de abril de 2018

#Ser Feliz todos os dias**

Retomei a leitura {embora ainda a ritmo lento}. Mudei o registo. Se outrora, optava por livros mais ligados ao luto, à superação da perda, ao como lidar com todos os sentimentos que nos invadem e nos trespassam a alma, agora tenho dado por mim a escolher livros mais libertadores.

Um dos últimos livros lido foi o da Catarina Beato, Ser Feliz todos os dias, da autora do blogue "Dias de uma Princesa", que nos oferece um guia de felicidade para pessoas imperfeitas.

Tão eu. Já, ontem, publiquei um imagem sobre a importância de abraçarmos as nossas imperfeições, de aceitarmos que erramos, que nem sempre vemos a vida com a clareza necessária. Que, muitas vezes, não somos a mãe que idealizamos, porque o cansaço nos vence, as preocupações ocupam um lugar de destaque no nosso dia, e acabamos por não ir de encontro com aquilo que gostaríamos. E faz-nos sentir as piores mães do mundo. Mas, ser mãe é também isso, o saber abraçar as nossas imperfeições, aceitarmos que não somos perfeitas e que, apesar das dificuldades da vida, fazemos de tudo para que os nossos filhos sejam felizes junto de uma mãe, que também ela, busca essa felicidade. 

Ao longo do livro, que aconselho, vamos tendo momentos de reflexão, que nos levam a embarcar numa viagem em busca da nossa felicidade, daquilo que nos faz verdadeiramente feliz. E isso é bem mais complexo do que se pensa. 

É ter a capacidade de aceitar o que não podemos mudar. É procurar aquilo que nos preenche, e muitas vezes, isso implica sair da nossa zona de conforto. É saber agradecer, todos os dias. É procurar o melhor de cada dia, mesmo que tenha sido péssimo*. É saber que somos feitos de contradições*. É aprendermos a gostarmos de nós*. 

Porque de nada nos vale nos revoltarmos com a vida, pois, e tal como refere a autora:
A vida resolve-se sozinha*.
* Citações do livro. 

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"Ali eu soube que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda..."
♥♥♥


Boa quarta-feira 

terça-feira, 10 de abril de 2018

Dia dos irmãos**

Hoje, comemora-se o dia dos irmãos... poderia escrever um texto extenso sobre o quão importante és para mim, que tens sido o meu maior apoio, o meu braço direito.... mas uma simples palavra resume tudo aquilo que sinto, tudo aquilo que tens vindo a demonstrar para comigo e para com o Gonçalo... um simples palavra, mas mesmo assim tão cheia de significado:

Obrigada!

Feliz dia dos irmãos!



{Digam lá que o Gonçalo até não é parecido comigo 😊}

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Sejamos capazes de abraçar as nossas imperfeições e aceitar que, por mais forte que sejamos, nem sempre conseguimos manter o equilíbrio que desejamos...

Boa terça-feira ❣


domingo, 8 de abril de 2018

Sobre o saber escutar**

Há tempos, escrevi [aqui] sobre a capacidade de sabermos escutar o outro. De termos uma escuta empática. 

Há tempos, conversava com a minha Su* e, num dos meus desabafos, confidenciei a minha dificuldade em conseguir lidar com as cores que visto. Brancos, pretos, cinzentos, azuis invadem o meu guarda-roupa. Por mais que saiba que essa ideia do luto não se reflete nas cores que escolhemos, por mais que tenha consciência que vestir vermelho ou preto, o sentimento permanece intacto, por mais que saiba isso tudo, a verdade é que não tenho conseguido vestir certas cores. Não tenho conseguido sair à rua com uma cor mais colorida. Sinto que estou a transmitir ao mundo que o esqueci. Parvoíce, eu sei. Nunca o esquecerei, vista eu a cor que vestir. Mas, sou muito assim. Infelizmente.

No entanto, tenho sentido que essa dificuldade, pesa. Pesa na vida. Pesa no meu estado de espírito. Pesa na forma como me vejo ao espelho. 

Confidenciei isso, numa das nossas inúmeras conversas. Aquelas conversas de desabafo. Aquelas conversas que descarregamos um peso das costas, que limpamos a alma e percebemos que do outro lado está alguém que sabe escutar. Confidenciei que o rosa é o meu calcanhar de Aquiles. Adoro rosa, mas não tenho conseguido. Às vezes, visto algo rosa, e volto a tirar. 

{Tenho perfeita noção que se o Jorge pudesse dar-me um puxão de orelhas, ele daria. Nunca ligou a essas coisas. Mas, nisso das emoções é tudo muito complicado.}

E mais uma vez, a minha Su* mostrou-me a razão de ser das poucas pessoas a quem eu abro o meu coração. Porque simplesmente, ela sabe escutar, enquanto muitos apenas sabem ouvir. 

Obrigada pelo presente. Obrigada pelo incentivo. 

Prometo que o vou usar 




segunda-feira, 2 de abril de 2018

Páscoa feliz**

Com o olhar mais límpido e a alma mais leve, encarei mais uma festividade familiar - e só quem passa pela perde do seu amor, sabe como custam essas celebrações, em que a família se reúne, cada um com a sua cara metade e seus filhos...

Mas, este ano, encarei o dia de Páscoa na sua verdadeira essência...  vivendo-o como Deus nos ensina a viver... e dando jus à palavra que acompanha esta festividade: Ressurreição!

Com o Jorge {sempre} no meu pensamento e no meu coração... e com o meu {nosso} filho a alimentar a minha força!

Feliz Páscoa a todos!