segunda-feira, 30 de julho de 2018

Leituras: Terra Maya*

Aproveitando este tempinho em casa para pôr a leitura em dia. Terra Maya. Um livro inspirador. Que nos revela a importância de um equilíbrio entre o corpo-mente-espírito. Um bom livro para ser devorado em poucas horas. Que nos deixa com uma sensação de leveza. E a partir do qual é importante reter alguns ensinamentos. E, sobretudo, saber pô-los em prática no nosso dia-a-dia. 

❣ "Sentir mais, pensar menos e descobrir a beleza em tudo o que fazemos."

❣ A mudança é gradual. Com naturalidade, até que passa a fazer parte do nosso dia-a-dia.

❣ Ser capaz de mudar, quando algo não nos faz feliz.

Focar a nossa atenção naquilo que temos do que naquilo que não temos.

❣ Ser positivo. Não sobrevalorizar os problemas. 

❣ Evitar os pensamentos "Vai-se andando" e focar mais nos "aspetos positivos que nos rodeiam".

Gostarmos de nós. Cuidar de nós. Do corpo, da mente e do espírito.

Mindfulness. A atenção plena. O agora. Saber saborear e aproveitar o momento presente. 

Aceitar. Aceitar os altos e baixos. Os bons e os maus momentos da vida e aprender com eles. 

♡♡♡ 


domingo, 29 de julho de 2018

Estar sozinho não significa solidão*

Enquanto divagava pela Internet, deparei-me com este título "Acho que me viciei a ficar em paz, sozinho", e percebi que, ultimamente, tem sido muito isso.

A minha mãe há dias, quando veio a minha casa, disse-me "Tu já não estás habituada a viver com alguém!". E há muito de verdade nisso. 

Claro que vivo com alguém. O meu filho. Mas percebi perfeitamente a mensagem dela.

É, talvez, um pouco assustador tomar consciência disso. Desse desapego. Não quero chamar a isso solidão, porque não é disso que se trata. Não vivo na solidão. Falo todos os dias com os meus pais. Com a minha Su. Saio de casa. Vejo/ estou/ falo com pessoas. Faço atividades com o meu filho. 

Simplesmente, tenho me habituado a viver sozinha com ele. A viver no meu canto. No meu porto seguro. E, vivemos ambos muito bem com isso. Em sintonia. Nas nossas rotinas. 

Vou aprendendo a não depender de ninguém. A viver em função daquilo que queremos e que nos faz bem, naquele momento. Aprendi a saber saborear a minha companhia. E a cada dia, vou aprendendo a saber gerir as minhas emoções, em função das minhas vivências, que não deixam de ser mais "fáceis" só porque "o tempo vai passando". 

Há, no entanto, uma necessidade de reajuste. De saber aceitar. De aprender a lidar com os obstáculos com maturidade. E essa maturidade vai se adquirido um pouco todos os dias. Com maior discernimento de que, na vida, tudo é efémero e que o importante é saber viver em paz. Conosco. O que, por vezes, nos leva a ficarmos quietinhos no nosso canto. Porque, "quando a gente aprende a gostar da própria companhia, a gente se basta e vive feliz onde estiver, com alguém ou sem ninguém. Simples assim." {Daqui}

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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Dia dos Avós*

Aqueles que cuidam com mais calma, paciência e sabedoria. Que mimam sem pressas. Que substituem no que for preciso. Aqueles que estão sempre lá. Que veem a perfeição no meio das imperfeições. 

Os avós. Aqueles seres que criam doces memórias no corações dos seus netos. Que os ajudam a crescer. Fortes e cheios de amor. Aquele amor para a vida toda!

Obrigada, pai e mãe, por serem os melhores e mais dedicados avós para o meu filho ♡


Feliz Dia!! 


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Os pequenos tudo*

Nem sempre o cenário é o melhor, mas é importante tirar partido do que de mais belo têm os momentos. E nada como os "ver" através dos olhos de uma criança.

O sol podia estar tímido e o vento gelado, mas a alegria nos olhos do Gonçalo mostra que a vida é feita de "pequenos tudo".




segunda-feira, 23 de julho de 2018

Da vida*

A vida exige que abrandemos. Coloca pedras no nosso caminho. Ensina-nos a contorná-las. Outras vezes, a queda é inevitável. Mas, a superação que se segue faz acreditar na nossa força e resiliência. 

Tudo a seu tempo. Tudo se vai compondo. Talvez não da forma como gostaríamos, mas aprender a aceitar é meio caminho para respirar fundo e seguir vida fora. Um passo de cada vez. Mas, com passos firmes e seguros. 

A ausência no blogue foi compensada por muitos abraços demorados, muitos beijinhos, muitos "gosto de ti", num namoro bom. Mãe e filho. E, a vida é feita disso mesmo. De muitos pequenos momentos que nos enchem de esperança e felicidade. 

Entretanto, o meu tesouro já completou 4 anos, no passado dia 15. A vida voa. E eu delicio-me a observar este meu pequeno mundo a crescer. 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Força emocional*

A vida tem-me ensinado muitas coisas. Algumas da pior forma. Mas, vai me mostrando sempre que somos mais fortes do que aquilo que pensamos

Essa força emocional é das forças mais difíceis de se conseguir. Exige muito de nós. Exige que tenhamos a robustez emocional para nos (re)erguer sempre que a vida nos passar uma rasteira. 

É como ir ao ginásio e fazer uma série de exercícios para ficarmos mais saudáveis. A força emocional processa-se da mesma forma. Treinando-se  para se ser mais saudável emocionalmente. Ganharmos resistência às quedas, às "lesões". Para sairmos mais fortes e preparados para qualquer desafio. 

É um processo demorado. Que requer paciência, resiliência, controlo. É um processo de auto conhecimento. Uma forma de percebermos o que nos deixa mais confortável ou nos desassossega. 

Tem sido assim comigo. Vou procurando o meu caminho. O que me preenche. As pessoas que me iluminam os dias. Os lugares que me transmitem paz. 

Claro que nem sempre se consegue esta paz de espírito. Claro que a vida leva-nos a conviver com os chamados de "vampiros emocionais", que nos sugam energias com a sua negatividade e dramatismo. Claro que nem sempre é fácil lidar com isso, principalmente quanto mais próximo é o grau de parentesco.

Há uma certa dificuldade de afirmação, evitando conflitos. Um certo embaraço em dizer "Não!", "Chega!". E acabamos por nos anular em detrimento do outro. E vamos acumulando. Acumulando. E vão surgindo as crises de ansiedade, os choros descontroláveis, as mudanças de humor, as doenças psicossomáticas, as insónias. 

É nessa altura que devemos por um travão e parar para pensar no que estamos a fazer à nossa vida. Procurar encontrar dentro de nós aquela força emocional adormecida. Procurar ajuda profissional. Procurar conversar com amigos. O que for mais confortável, mas fazer qualquer coisa. 

Saber respirar fundo. Aceitar o que está a acontecer, e trabalhar para que seja ultrapassado. 

O importante é sempre acreditar. Acreditar em nós. Acreditar que somos mais fortes do que aquilo que aparentamos, do que aquilo que mostramos. Acreditar que um "Não", um "Chega" na hora certa pode ser o início de um novo "eu". De uma nova vida. De uma nova força emocional. Aquela força de vencer tudo aquilo ou aqueles que nos prendem as asas para voar. Bem alto. Acreditar. E ir à luta, que isso de ficar à espera que as coisas mudem, não resulta. Todas as grandes conquistas surgiram depois de grandes batalhas. 

O importante é não ter medo da mudança, porque "Mar calmo nunca fez bom marinheiro."

segunda-feira, 25 de junho de 2018

A privacidade {ou a falta dela}*

Num mundo cada vez mais tecnológico, as informações quase que se atropelam para chegar até nós. Tudo se encontra à distância de um click.

Se há vantagens nesta, cada vez mais rápida, proliferação de conhecimentos, a verdade é que também há o oposto.

O facto de ter um blogue em que exponho um pouco da minha vida. Em que levanto o véu sobre acontecimentos pessoais faz com que também veja a minha privacidade mais comprometida. Gosto de ter um blogue e de puder partilhar a minha experiência de vida. De puder chegar perto de outras pessoas. De saber que, de alguma maneira, ajudo a não se sentirem sozinhas. Para além de me ajudar a extravar o que me vai na alma. Funciona como uma terapia.

Vejo o conceito de "blogue" dessa forma. Uma partilha. De vida. De ensinamentos. Aprendo muito com os blogues que sigo. Aprendo que a vida é muito mais do que se . Aprendo que não há famílias perfeitas. Que somos todos iguais com as nossas diferenças. Mas, aprendo também que nem todas as pessoas são bem intencionadas. Que há muita gente a destilar veneno por aí. Basta ler as caixas de comentários de alguns blogues para verem o que por lá vai.

Infelizmente, não vivemos num mundo cor de rosa, em que todos somos muito amigos uns dos outros e em que ninguém vê maldade em nada. Infelizmente, a tal facilidade à distância de um click pode servir para muita coisa. Para um comentário bom, um "gosto", mas também para comentários maldosos, retirar fotografias, e muito mais.

Assusta pensar nisso dessa forma? Pois assusta. Por isso, repensei nesse {meu} conceito de privacidade. Encarando-o de outra perspetiva. Salvaguardando-nos mais, mas nunca deixando de mostrar quem somos. O que sentimos.

Respeitar a privacidade dos outros é meio caminho para um mundo melhor. Fica a dica!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

A importância do "amo-te"*

Gosto de palavras. Escritas. Ditas. Sentidas. As verdadeiras. Aquelas que nos aquecem bem lá no fundo. Que nos roubam sorrisos. Que nos abraçam.

Li algures esta frase "Nem um único dia sem um eu te amo". E lembrei-me que o faço com o Gonçalo. Todos os dias. Um "Amo-te", um "Lobe you", um "gosto de ti". Fazia com o meu Jorge. Ainda o faço. Porque o amor permanece mesmo que não se veja quem se ama. Porque o amor é o motor para que a vida continue com "apesares de". Porque é assim que vejo o amor. 

Quero muito incutir isso ao Gonçalo. A facilidade em expressar o que sente. O não ter vergonha de dizer "amo-te", "Gosto de ti" quando o sente realmente. 

Nem sempre o consegui dizer. Nem sempre o consigo dizer. Tenho essa coisa de sentir "para mim". E nem sempre é bom. É preciso dizer mais. Sentir mais. Amar mais. De verdade. 

Amo muitas pessoas. Nem sempre o digo. Infelizmente. Por mais que se mostre amor por atitudes, gestos, olhares, as palavras serão sempre a "materialização" do sentimento. É importante. É saudável. 

Por isso, todos os dias, digo ao meu filho que o amo. E ele retribui o mesmo amor. Entre beijos e abraços. Gargalhadas e miminhos. Um "amo-te" antes de sairmos, cada um para os seus afazeres. Um amo-te antes de adormecermos. Um "amo-te" sempre que nos apetecer. Porque a vida é feita disso. De Amor.


Até para o ano, escolinha*

A vida é feita de ciclo. De etapas. A cada etapa, novas emoções, novas descobertas. Um novo crescimento. 

Hoje, termina mais uma. Hoje, chega ao fim o primeiro ano na escola dos "grandes". Hoje, também se encerra aquele que foi, para mim, o ano letivo, mais desafiador. Um ano de muito trabalho. De muitas decisões. De saber encarar as dificuldades de frente, sem lamentos ou queixumes, porque a vida é assim, e há coisas que não podemos mudar. Mas podemos melhorar. E foi muito isso. 

Foi um ano de dedicação. Em que, todos, caminhamos de mãos dadas para que tudo corresse bem. E correu. 

Deixar o meu filho na escola, sem que este, chorasse uma única vez ao ver-me sair é das melhores sensações do mundo. É sentir que ele se sente bem na escola. Que ele se sente seguro com quem está na escola. E isso é tão bom!

Hoje, termina mais um ano letivo com a certeza de que foi um ano do caraças!


Até para o ano, escolinha!

#13 setembro 2017



segunda-feira, 18 de junho de 2018

Festinha da escola

"O tempo passa a voar". A frase parece cliché mais é tão verdadeira que dói. Ainda sinto que acabei de o deixar na escola para o seu primeiro dia na escola dos "grandes" e, na sexta, já festejou a primeira festinha de final de ano.

É assustador vê-lo a crescer tão depressa, mas é tão gratificante ver que este crescimento está a fazer dele um menino feliz, de bem com a vida e super acarinhado por todos. Ouvir "olha o Gonçalinho" a cada recanto da escola enche o coração.

Vivo sempre esses dias com um misto de sentimentos contraditórios. Um misto de alegria e saudade. Uma alegria incompleta. Uma felicidade "egoísta" por estar a viver esses momentos sem o meu Jorge.

Nesse dia, tomei consciência que, deixou no filho a melhor herança possível, o ser acarinhado por todos. O ser reconhecido pela pessoa que é. Por deixar transparecer a sua essência. Sem artimanhas.  Genuíno. E isso é tão deles. ♡

Parabéns aos professores, auxiliares, ao agrupamento e a todos os que tornaram esse dia tão bonito. Um dia em que recordamos os tempos da Citânia. Da cultura castreja. Um dia em que vibramos a cada golo marcado pela nossa seleção. Um dia em que voltei a pisar aquela que foi {também} a minha escola. Um dia em que foi tão bom vê-lo feliz.







sexta-feira, 15 de junho de 2018

Be happy ♡

Quando a tua mãe te liga e no meio da conversa, diz: "O teu menino é tão feliz!". Juro que consegui ouvir o sorriso dela ao dizer isso. 

"É, mãe. Muito." ♡


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Conectar-se*

Nada é por acaso. Já o escrevi aqui muitas vezes. E cada vez acredito mais nisso. Há dias, quando fui buscar o meu filho, ele estava em casa do meu primo a brincar com o filho dele. 

Conversa puxa conversa, e saí de lá com mais um livro: "Philosopher et méditer avec les enfants" {Filosofar e meditar com as crianças}. Um livro inspirador, que nos mostra que as crianças conseguem ser bem mais sábias que muitos adultos. Conseguem ver a essência da vida. A pureza delas ainda permanece intacta. A verdade nas palavras. O olhar límpido sobre o amor, a felicidade, a tristeza.

O livro é delicioso. Apresenta os diálogos que aconteceram entre o professor e os alunos nas aulas de meditação e filosofia. Aulas cheias de vida. De conhecimento. 

"Reconheci a felicidade através do barulho que ela fez ao ir embora!

Esta frase marcou-me. Os comentários das crianças mais ainda. "Quando a tristeza chega, repensamos na felicidade e no quão bom era antes.", respondeu um menino. "Significa que quando deixamos de ser felizes, ouvimos os passos da felicidade a ir embora!", dizia outro.

É mesmo isso. Haverá melhor descrição vinda da boca de crianças de 10 anos? Atrevo-me a dizer que não. Quem perdeu parte da sua felicidade, sabe que ela faz muito barulho quando se vai embora.

Faz demasiado barulho.

O livro aborda muitos temas que, a priori, não se pensariam que crianças conseguiriam debater com tanta clareza. E é, de facto, encantador.

O livro também vem acompanhado por um CD com meditações guiadas.

Sempre tive curiosidade em saber mais sobre o mundo da meditação, do mindfulness. Já li imenso sobre o assunto. Já estive para me inscrever em sessões de meditação, de reiki. Mas, depois acobardo-me, e não vou. Por isso, quando vi que havia um CD, decidi experimentar. Quem sabe se não é o "empurrão" que me falta para começar.

Acomodei-me, segui as instruções e deixei-me ir ao som das palavras. É curioso o que sentimos. Nervoso miudinho. Agitação. Ainda abri os olhos umas duas ou três vezes. Mas, a verdade é que a determinada altura, o corpo descontrai. Surge a leveza. A sensação de vazio. De sossego. A nossa atenção foca-se na nossa respiração. Os pensamentos passam por nós. Muitos pensamentos. Há, sem dúvida, uma tranquilidade que vai emergindo. 

Os meus cinco minutos de meditação não foram feitos não perfeição. Senti que estava agitada. Que não estava totalmente conectada. Mas, quero muito repetir e, desta vez, mais centrada em mim. 

A sensação com que se "desperta" é tão libertadora. Imagino o que será quanto praticamos a meditação com mais disciplina. Deve ser único.

E tão importante pararmos 5 minutos que sejam da nossa {agitada} vida para conectarmo-nos conosco. Para pensar em nós. Para simplesmente descontrai de todos os estímulos com que somos bombardeados no nosso dia a dia.

{Boa quinta-feira}

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