terça-feira, 18 de dezembro de 2018

És trevo de quatro folhas 🍀

A quadra natalícia vem sempre de mão dada com a saudade. Cá em casa, Natal será sempre sinónimo de saudade. Prefiro encará-lo desta forma.

Poderia descrevê-lo com palavras mais penosas. Palavras de tristeza e amargura. Mas, prefiro descrevê-lo com a tinta da saudade. Haverá sempre espaço para a tristeza, mas não quero que este seja o sentimento dominante.

É evidente que aquela alegria que nos roubava largos sorrisos não será a mesma. Porque a vida também não é a mesma. E temos de aprender a gerir isso. Aprender a reinventar-nos perante os desafios. Aprender a encontrar, no meio do caos, aquilo que nos preenche. Que nos dá vida e que nos permite continuar, pé ante pé, a nossa caminhada. 

O meu balão de oxigénio tem sido ele. O meu filho. Com a sua personalidade genuína. O seu doce sorriso. A sua alegria de viver. Os seus abraços apertados e a sua presença insubstituível. Diante disso, todos os obstáculos tornam-se mais fáceis de ultrapassar.

♡♡♡

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Coco*

Há desenhos animados que nos comovem e nos deixam com aquele aperto no estômago. Ontem, a convite da minha querida A. fomos assistir ao espetáculo do desenho animado Coco em patins e foi simplesmente cativante.

Num dia especialmente emotivo, em que a vida passa aquelas rasteiras bem difíceis de suportar, em que nos deixa a duvidar do nosso propósito na Terra, em que é complicado mantermos o foco, assistir a este momento encantador de pura beleza artística foi uma lufada de ar fresco. 

A história fascinante de um menino que não desiste do seu sonho de ser músico. Uma história que mostra a importância da família, de sabermos respeitar e aceitar as escolhas dos outros. Mas, é também uma história que mostra a importância de lembrarmos os que já partiram, recordando-os sempre com muito amor. Perpetuar a memória dos que nos deixaram uma saudade cravejada no peito. Lembrá-los sempre. Passe o tempo que passar. Sempre.

Vale mesmo a pena ver.

Obrigada A. por este momento, apesar de saber
 que o teu coraçãozinho estava bem apertadinho ♡ 




domingo, 16 de dezembro de 2018

As fragilidades da vida

Há notícias que nos fazem engolir em seco, que nos fazem perceber que a vida é um sopro. O acidente com o helicóptero do INEM é aquela notícia que nos faz pensar nessa fragilidade que é a vida. 

O Jorge pertencia (pertence) ao INEM. Vestia a farda com orgulho. Trabalhava com profissionalismo e afinco. Adorava o que fazia. E fazia-o com paixão.

Ouvir o que aconteceu hoje, fez-me recordar os dias em que ele chegava a casa angustiado. Em dessassossego por viver turnos mais complicados. Assisti, de perto, a essa realidade. Ouvi relatos de ocorrências que deixarão marcas para sempre. Vi a presença da agonia no olhar.

Há sete anos escrevia um texto onde mostrava a minha admiração pelo mundo dele. Pelo coragem de se trabalhar num meio tão delicado, tão humano, tão altruísta, tão preciso...

E hoje, volto a partilhar as mesmas palavras.. porque nunca deixarão de fazer sentido, esteja ele onde estiver... Porque hoje, a família INEM precisa de saber que temos orgulho no que fazem...

O teu mundo... 

Confesso que já há muito que andava para escrever algo sobre o teu mundo, sobre o mundo das emergências... a vida daqueles que irrompem pelas nossas casas em busca de nos dar algum alento, alguma acalmia, aquela esperança de que tanto necessitamos... conhecer-te foi também conhecer este mundo, em que se dá tudo sem esperar nada em troca, esse mundo em que cada segundo conta, em que cada caso deixará marcas no mais íntimo do ser humano... ver-te chegar com aquele olhar vago, perturbado, depois de mais uma daquelas emergências que te deixam a pensar no quanto o ser humano pode degradar-se, pode gostar tão pouco de ele próprio ao ponto de auto-destruir-se, fez com que te admirasse ainda mais, te admirasse pela tua coragem em saber lidar com os casos mais insólitos, mais perturbadores, e mesmo assim chegar a casa com um sorriso nos lábios, um sorriso, que por mais tímido que seja, é um sorriso de quem ama a sua profissão, ama aquilo que faz...sei o quanto alguns casos te deixam perplexo, pensativo, mas também sei que são esses mesmos casos que fazem de ti a pessoa que és hoje..sensível, amiga do próximo, sempre pronto para ajudar quem mais precisa...por tudo isso, por viver de perto esse teu mundo, admiro-te cada vez mais, admiro o teu trabalho, admiro-te como pessoa e como profissional...

Admiremos todos aqueles que deixam os seus lares para ajudar o próximo, para dar o melhor deles... ou até dar tudo... 



sábado, 15 de dezembro de 2018

"Sê todo em cada coisa"

Já escrevia Ricardo Reis sob a pena de Fernando Pessoa "Põe quanto és no mínimo que fazes" e, a época natalícia é mais uma oportunidade para pôr em prática esta máxima. 

Tornar a habitual troca de presentes num momento que possa arrancar sorrisos. Dedicar o nosso tempo na compra daquele presente ou na elaboração de um embrulho mais personalizado. Existem mil e uma maneiras de mostrar que pusemos muito do que somos no pouco que fazemos.

Porque Natal é tempo de partilha. De distribuir amor. De mostrar afeto. E isto vai muito além das palavras, das aparências, das boas intenções. Transcende o visível.

É preciso saber ter tempo para mostrar o nosso amor, o nosso apreço pelos outros. É precisar ter alguma mestria para demonstrar o quão nos importamos com o próximo. E, sobretudo, é preciso deixar de usar a falta de tempo como desculpa.

Que, neste Natal, possamos ter a capacidade de saber enaltecer 
o verdadeiro sentido desta época tão especial. 


Foto by Estúdios44 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O que faz o meu Natal ღ

A vida vai veloz. O tempo apressa-se. E mais um Natal aproxima-se. E apesar dos "apesares" é tão gratificante ver o quão o meu menino cresce. Torna-se cada vez mais parte integrante da sociedade. Cultiva amizades {parece que já tem um melhor amigo na escola}. É acarinhado por todos. Partilha a sua doçura com os demais. 

E o Natal é muito isso. Partilhar o que de melhor temos. E o melhor do meu centra-se no absorver esta alegria contagiante que o meu menino espalha por onde passa, agradecendo, todos os dias, por isso. ♡


De braços dados com o melhor amigo ♡

sábado, 1 de dezembro de 2018

December ❤️

O mês das recordações. Daquelas memórias mais difíceis de gerir. Da saudade. Mas, também o mês da magia. Do amor. Do acreditar.

E com este filho maravilhoso o foco é a.c.r.e.d.i.t.a.r. ❤️




quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Fé*

Há dias, falava com a minha Su* sobre a . Conversávamos sobre a importância da fé na nossa vida e de como está pode ser abalada perante as dificuldades que encontramos.

Nem de propósito, neste mesmo dia, descobri um livro "Conversando com Deus" e fui lendo, inicialmente por curiosidade, depois com mais entusiasmo por sentir que, de certa forma, aquele diálogo, embora imaginário, me foi trazendo algum alento.

Temos muito o hábito de culpar a vida, o mundo, Deus pelas nossas infelicidades. É um escape que vamos criando para nos ajudar a suportar melhor a nossa dor. Durante uns tempos, foi assim que também me fui protegendo da minha dor. Sentia-me abandonada. Sentia que não merecia. Senti a minha fé abalada.

Com o tempo, fui percebendo que, os acontecimentos da vida não podem ser encarados dessa forma. Vai-nos corroendo a cada dia que passa. Vai criando em nós um abismo cada vez maior com a nossa crença, a nossa fé. E, acima de tudo, não responde às nossas aflições e nem resolve a nossa dor.

Mas, até conseguir chegar a essa clareza de espírito, existe um longo processo pela frente. É preciso discernimento. Paciência. E, sobretudo, é preciso fé. Curiosamente, a mesma que nos levou a duvidar outrora da sua existência.

Sei que ainda não estou totalmente em sintonia com a minha crença, mas sinto que já não estou "chateada" com Ele. Aprendi a saber aceitar as vicissitudes da vida. A queixar-me menos, e sobretudo, a ser grata pelo tenho. Sempre grata pelo que tenho... e pelo que tive. Sempre

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Educar com amor ♡

A vida é uma aprendizagem diária, já dizia José Saramago. E, de facto, o conhecimento é algo muito importante para que possamos ter uma melhor percepção do mundo que nos rodeia, mas também para que possamos adquirir competências que nos ajudem a conhecermo-nos melhor enquanto ser individual e social. 

É importante que possamos ter uma capacidade de autoconhecimento para que seja possível interagirmos com os outros. Acredito que a qualidade da nossa relação com as outras pessoas começa em nós, na forma como nós nos aceitamos. 

E no que diz respeito ao universo da maternidade não poderia ser diferente. Os nossos filhos acabam por ser, na maioria dos casos, o reflexo daquilo que transmitimos.

Acredito muito nisso, porque passei por um período mais complicado da minha vida, e a minha fragilidade, a minha angústia, o meu stress, a minha tristeza contribuiram para que o meu filho também estivesse agitado. Foram tempos complicados, em que ambos estávamos exaustos, em que ambos não estamos em conexão um com o outro, e o que levou a muito choro {de ambos}, muitos terrores noturnos, muita impaciência. 

Agora, com o devido distanciamento, percebo que toda essa situação teve origem na forma como nos comunicávamos. Na forma incorreta de nos comunicarmos. Eu estava emocionalmente fragilizada, o Gonçalo chamava à atenção da melhor forma que podia. Fazendo birras, chorando. A forma mais natural que uma criança de dois anos tem para gritar "Ei, estou aqui!!"

A situação melhorou quando aprendi a controlar as minhas emoções, quando aprendi a aceitar a vida tal como ela é. Sem questionar demasiado. Sem cobranças. Aceitar. Comunicar com o coração. Respirar fundo as vezes necessárias. Ser empática. E saber valorizar o que de bom a vida me deu. E assim, a vida foi fluindo. Encarregou-se de ir encaixando tudo no seu devido lugar. E, a comunicação tem sido bem melhor. 

As birras existem, mas muito mais controladas. E, sobretudo, aprendi a não levar demasiado a sério esses momentos. Cada um tem a sua forma de comunicar. Cada um tenta ser a melhor versão de si mesmo. E seria injusto querermos dos outros aquilo que, muitas vezes, não somos. Relativizar. Descomplicar. Sempre. Ou, sempre que possível!

Ontem, assisti a uma ação de sensibilização sobre o tema das birras e da comunicação com os nossos filhos e, saí com a percepção de que, muito da educação de um filho, tem origem na forma como nós, os adultos, nos apresentamos. Muitas vezes, sem darmos conta, somos os impulsionadores de muitas reações negativas {ou positivas} por parte dos nossos filhos. 

Educar um filho não é fácil. E, cada vez mais, torna-se um processo mais exigente. Requer mais de nós. É um desafio diário. No entanto, a forma como encaramos esse desafio faz toda a diferença. E, optar por encará-lo de forma serena e ponderada é uma mais valia para que possamos, todos, crescer saudáveis e felizes. ♡

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

O dia da Saudade*

Ontem, o calendário marcava aquele dia em que é suposto rumarmos aos cemitérios para recordarmos os nossos familiares que já partiram. É um dia difícil pela carga emocional que apresenta. É um dia carregado de {ainda mais} saudade. 

Nunca foi um dia que gostasse, porque nunca lidei muito bem com a ideia da morte. Sempre evitei lugares que, de alguma forma, estivessem ligados com a perda. Acredito que tivesse sido a forma que encontrei de proteger-me. No entanto, quis a vida que lidasse bem de frente com esse medo. Tive de aprender a aceitar a morte, a perda e tudo o que ela implica. Tive de aprender a lidar com todo este universo de que tanto fugia. 

Hoje, com o devido distanciamento, percebo que errei. Que boa parte do meu sofrimento passa por esta fuga em aceitar essa realidade como parte da vida. Continua a ser um assunto com o qual não me sinto confortável, mas deixou de ser aquela nuvem negra a pairar sobre mim. 

E acredito que parte desse receio venha da forma como lidamos com a morte. Li algures que a morte ainda é vista como um tabu, pois não existe uma educação para a morte. Evitamos falar disso, mudamos de assunto. Escondemos essa realidade. E depois, não sabemos lidar com ela.  

Tenho aprendido a aceitar essa verdade com mais naturalidade. Tenho aprendido a viver o meu luto de forma mais saudável, focando-me nas boas recordações, nos momentos de felicidade que vivi. Faço diariamente este exercício mental. Tem ajudado. E foi o que fiz ontem. No decorrer do dia, das celebrações no cemitério, procurei focar-me nos bons momentos vividos, nas recordações que ficam para sempre... e consegui encarar o dia com outro espírito. 

Acredito que estaria orgulho disso... eu estou orgulhosa de mim. O caminho tem sido trilhado com altos e baixos, mas sempre no sentido do amadurecimento emocional!


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Halloween 🎃

Apesar de não ser uma festa que adore, faço para que o Gonçalo viva o espírito desse dia como merece... com alegria... porque a vida é feita de momentos.. e muitos desses momentos também são feitos por nós...

E a sabedoria está em saber aproveitá-los com a mesma paixão e genuinidade de uma criança!

Digam lá que não é o Drácula mais fofo do mundo? 😉

Tão grata pelo filho que tenho ❤️



Lancheira a rigor😉

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Pequenos gestos*

A vida é feita de encontros e desencontros. Chegadas e partidas. De toda uma algazarra frenética que nos consome os dias, os pensamentos, as emoções. No meio disso tudo, perceber que existem pessoas que se destacam pela diferença, pela empatia, pelo reconhecimento é apaziguador.

Hoje, o dia começou com esta música. A que escolhi para a homenagem do Jorge em julho do ano passado. Sinto um misto de sentimentos quando o universo me envia estes sinais. A saudade intensifica-se à velocidade da luz. As recordações atropelam-se. Mas, também a certeza de ter vivido a mais bonita história de amor. A minha. A nossa. Aquela que só poderia ter sido com ele. E ameniza esta saudade que vive cravejada no meu peito.

Mas, o universo é teimoso. E, hoje, na minha ida ao cemitério, não pude deixar de esboçar um sorriso. Aquele sorriso de sentir que, apesar da sua partida prematura, o reconhecimento da pessoa generosa e altruísta que foi nunca será esquecida.

Obrigada aos colegas da Cruz Vermelha Portuguesa de Frazão que foram lá deixar as flores com o crachá dos 25 anos da instituição. Obrigada de coração. Não imaginam o significado que este pequeno gesto teve.

Obrigada por terem lá ido. Por mostrarem que, passe o tempo que passar, ele permanecerá sempre presente. ♡




quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Permita-se... *

.... arriscar.... desafiar-se... aproveitar as oportunidades... fugir da rotina... cuidar de si ♥

Passo a passo, vou caminhando na direção de todos esses "desafios". Saber abraçar a vida. Acreditar. E, sobretudo ousar desafiar-me. 

Pequenos nadas que vão ajudando a construir um eu mais forte. {Ainda} mais resiliente. 

O reconhecimento de que estamos rodeados de seres fantásticos que descolam os olhos do próprio umbigo e veem o outro para além do que está à vista é a maior das bênçãos. E, nisto, sou uma abençoada ♥

Grata por ajudarem-me a "permitir" ir mais além. Voltar a ser um "eu" para além dos "apesares". 








domingo, 7 de outubro de 2018

O que {realmente} importa*


O blogue está um bocado ao abandono. Já há quase um mês que não escrevo. E sinto falta disso. Falta de passar por palavras as emoções que habitam em mim. Vou tentar ser mais disciplinada e mais consciente do que me faz bem e investir nisso de cuidar de mim.

Nem sempre consigo "ver" isso com muita clareza. Muitas vezes, os desafios da vida turvam-me a visão do que é verdadeiramente essencial. Acabo por perder o foco. Andar à deriva.

Felizmente, a vida presenteou-me com os melhores do meu lado e a caminhada, assim, torna-se menos custosa.

Ao longo dos últimos dias, tenho (re)aprendido a traçar novos objetivos, novas rotinas. Tenho aprendido a redescobrir-me. A superar-me. A focar-me no mais importante: o amor.

E só assim faz sentido.