sexta-feira, 1 de julho de 2011

Por terras dos mouros...Sintra (Parte I)


Nada como ter uns dias de "férias" para mudar de ares e rumar mais a Sul... apesar de ser uma nortenha assumida, confesso que sentia um certo entusiasmo em visitar "aquelas bandas", não só por querer conhecer mais um pouco o meu Portugal (que, nos últimos tempos, tenho visitado mais que ao longo dos muitos anos cá..e tudo graças a ti:), mas também porque muito me falavam da beleza de Sintra... a verdade é que fiquei deslumbrada com tamanha beleza natural, com todo o seu misticismo envolta de uma panóplia de histórias do nosso Portugal...a lindíssima Quinta da Regaleira, o memorável Castelo dos Mouros, o encantador Palácio da Pena...uma autêntica viagem ao nosso passado, ao mundo dos Reis e das Rainhas... a bela vila de Sintra viu a sua notoriedade reforçada com a classificação de Património Mundial, na categoria de Paisagem Cultural, atribuída pela UNESCO...a viagem promete deliciosos momentos...

Após uma viagem de umas horitas, em que houve tempo, mais do que suficiente, para tirar umas fotos, tirar uma soneca, tomar cafezito....eis que já se avistava o local de destino: Sintra!

A primeira "beleza" a visitar foi o Palácio Nacional de Sintra, antigo Paço Real, também denominado de Palácio da Vila, cujas chaminés são o ex-libris de Sintra..


...após o almoço em Sintra, a caminhada foi até à Quinta da Regaleira...o Palácio e a Quinta da Regaleira foram construídos entre 1904 e 1911 por Carvalho Monteiro, sob projecto de Manini e, o resultado foi divinal, pois existe um certo encanto mágico naquele local...um surpreendente e enigmático espaço...o início da viagem tem como pano de fundo o Patamar dos Deuses, uma projecção num universo mítico, com uma sucessão de estátuas de deuses do Olimpo...

A viagem na Quinta da Regaleira reservava mais surpresas..para além de um jardim é lindíssimo, o Poço Iniciático foi, sem dúvida, um dos locais que mais gostei...um galeria subterrânea, que se afunda a mais de 27 metros no interior da terra, com uma escadaria em espiral por onde se desce até ao fundo do poço...este é denominado de iniciático, pois acredita-se que era usado em rituais de iniciação à maçonaria...também se associa o poço iniciático à crença que a terra é o útero materno, de onde provém a vida...por tudo esse simbolismo este espaço torna-se ainda mais especial, cuja descida ao fundo do poço, bem como o percurso subterrâneo até voltarmos a encontrar a luz natural foram sensacionais...

Foi, sem dúvida, uma agradável surpresa descobrir tamanha beleza...e as surpresas ainda iam a meio... a Boca do Inferno, bem como o Palácio da Pena e o seu imponente jardim são verdadeiros miminhos da mãe natureza...

...continua no próximo post...:)


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