segunda-feira, 16 de setembro de 2019

[O] Regresso

Mais um ano letivo a começar e mais aventuras prontas a serem exploradas.

Há sempre um sentimento agridoce quando o deixo no portão da escola. Há um misto de emoções que brotam à velocidade da luz... o doce sabor de o ver crescer feliz e saudável, e a consciência plena de que o meu menino está a tornar-se um homenzinho.

O discurso é claramente o de uma mãe galinha assumida... mas, ao mesmo tempo, que dá aquele friozinho na barriga, também há a certeza de que, todo o trabalho por detrás da cortina, está a surtir os seus frutos e a ajudar o meu menino a crescer feliz...  apesar dos "apesares" da vida.


Voa bem alto, minha azeitona preta ♡


domingo, 15 de setembro de 2019

Natural[mente]

As conversas são como as cerejas, já diz o ditado... e de muitas conversas [as melhores] surgem reflexões interessantes.

Numa conversa matinal com uma grande amiga, que ganhei através do meu [nosso] Jorge, a querida A., que surgiu a propósito deste post, e da importância de sermos mais fiéis ao nosso eu, à nossa natureza, aos nossos [reais] desejos... e de não darmos tanta importância aos outros... fiquei a pensar nisso....

Somos um ser social e, como tal, crescemos com o pressuposto de que temos de nos enquadrar na sociedade, sob pena de não sermos vistos como "normais". Aconchegamo-nos tranquilamente ao rebanho e por lá ficamos para não arranjarmos "chatices". E assim vai a vida.

Mas depois, há aqueles que se atrevem a pular fora do rebanho e seguir a sua própria natureza. Os atrevidos que ousam ser eles próprios. Sem medo. Sem vergonha. Abençoados sejam.

Habituei-me a andar no meio do rebanho. Sossegadinha, sem que ninguém desse por mim. E por lá fiquei.

As adversidades da vida obrigaram-me a sair do meio do [confortável] rebanho para passar para a frente. Tomar posição. Assumir o que vai bem e o que vai mal. Decidir. Escolher.

Sendo balança de signo, não ajuda nessa multiplicação da vida. Mas, fui. Aliás, vou. Uns dias, mais destemida, outros mais comedida. Mas, vou.

No mundo dos adultos tudo torna-se mais complexo. A consciência de que os outros vão pensar, vão dizer, vão comentar, retrai os nossos passos. A ideia de normalidade é mais ponderada [infelizmente]. É preciso ter-se [ou desenvolver] uma personalidade bem vincada para bater o pé. Quebrar regras ancestrais. Saber dizer "não quero!". Saber ser-se fiel ao que somos, porque "o problema nunca é quem somos - é quem tentamos ser."

No mundo das crianças é tão mais fácil. Tão mais genuíno. É espontâneo. E tão mais feliz.

É importante repescarmos a nossa verdadeira essência. A criança que há em nós. Deixar de lado essa ideia de normalidade. Sair do rebanho. Aceitar as anormalidades da vida e, sobretudo, aprender com elas.

Tenho aprendido muito, ao longo desses anos, devagarinho é certo... ao meu ritmo, no meu passo... mas, tenho aprendido que não somos todos iguais, que cada um caminha na sua velocidade, que cada um faz as suas escolhas, e que na nossa vida, na nossa caminhada, só entra quem queremos e quem nos ilumina a estrada.


Bom domingo ♡♡♡


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

É [muito] isso ❥

Ainda sobre o post anterior... e sobre a importância de nos mantermos fieis a nós... ao que queremos... 

Ontem, no parque, pediu para tirar os sapatos... e fartou-se de correr.... pé no chão... completamente nas tintas para que os outros poderiam pensar.... simplesmente, porque quis... e quem o conhece bem sabe o quão essa atitude tem um belo sabor de vitória ... e é tão bom ser-se assim.... genuíno 




quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Simplicidadღ

"Um estilo de vida simples é uma prática fundamental para polir a mente."

~

Li esta frase no livro "ZEN A arte de viver simplesmente", e, cada vez mais, acredito que viver um estilo de vida baseado na simplicidade, no minimalismo é fundamental para o nosso bem-estar físico e psicológico.

Viver com o essencial. Despojarmo-no do que é inútil e apenas "enche" a casa... e a nossa mente!

Vivi algum tempo muito agarrada a bens materiais. Demorei a praticar o desapego em relação às coisas do Jorge. Ainda tenho roupa dele em casa, mas já não sinto que seja por um questão de "obsessão" para que não se mexa nelas. Foram ficando e não vivo "presa" a isso. Sei que daqui a uns tempos doarei essas roupas e lidarei bem com isso. 

A questão é quando esses pertences vivem como que "colados" a nós. É aterrador sentir que não te queres "desfazer" daquela camisola. É assustador sentir que não o queres fazer, porque há uma réstia de esperança de que ele volte a precisar. É só estúpido, eu sei. Mas, só o é quando assistimos a isso de forma mais distanciada, mais racional. Hoje, sei que não era saudável. E que o desapego era importante acontecer.

Não é algo que se consiga fazer do dia para a noite, mas quando acontece é, de certa forma, libertador. Não no sentido de que nos desfazemos do que era do nosso passado, mas sim por sentir que conseguimos lidar melhor com o presente. 

Tenho plena consciência que estou, apenas, no início dessa aprendizagem {apesar de já terem passado quase 3 anos}, e que ainda tenho muito caminho pela frente, mas sentir que vou tendo percepção daquilo que quero e do que não quero. Do que me faz bem ou não. Do que, naquele momento, é melhor para mim. 

E, sentir que as minhas atitudes {que não agradarão a todos... paciência!}, as minhas decisões já não me deixam a pensar sistematicamente no que irão pensar os outros...e isso, tem sido uma lufada de ar fresco na minha vida. 

Vivi muito tempo focado no que pensarão os outros, no que irão dizer, e acabava sempre por fazer aquilo que era "politicamente" correto. O chamado "tem de ser", "parece mal". E, claro que depois quem "pagava a conta" era eu. Com mais ansiedade. 

Tenho tentado focar mais em mim, e naquilo que eu quero, e me faz sentir bem. Se a priori sinto que não vai ser benéfico para o meu bem-estar emocional, opto por não fazer ou não ir. 

Procuro que assim seja, independentemente do que os outros possam pensar. Sou sincera quanto ao que sinto e procuro sê-lo com os outros. 

Focar em mim. Na minha forma de encarar a vida. A minha vida. A minha dor. A minha aprendizagem.

E, neste sentido, viver de forma mais simples tem ajudado a polir a [minha] mente. A clarificar e, sobretudo, a serenar a minha mente [demasiada] inquieta. 

Praticar o minimalismo, a simplicidade é, cada vez mais, um prática essencial para a minha vida. 

O destralhar de bens materiais, de pensamentos negativos, de pessoas tóxicas, pessoas que não acrescentam nada à nossa vida... focar na simplicidade... dar atenção a quem me dá atenção... aprender a saborear a minha presença...e, sobretudo, procurar sempre respeitar-me, acima de tudo... 

~


terça-feira, 3 de setembro de 2019

A mente*

Ansiedade. Depressão. Hipocondria. Ataques de pânico. Stress. Insónias.

Um conjunto de palavreado que muitos conhecem muito bem. Atrevo-me a dizer, demasiado bem.

Vivemos num "mundo à beira de um ataque de nervos" |1| e tudo {ou quase tudo} nos leva a sentir stress, ansiedade, pânico.

São os noticiários. As redes sociais. A Internet. O trabalho. As pessoas. A nossa mente.

Não é fácil encontrarmos o {nosso} equilíbrio no meio do caos. Existem constantemente fatores externos que nos retiram da nossa paz. Do nosso caminho. E voltar ao essencial requer muita paciência e força de vontade.

Dizem os entendidos que "o tempo cura tudo". É verdade que, este grande senhor - o Tempo - cura muita coisa. Ameniza a dor. Acalma. Suaviza. Mas, também contribui para despertar pequenos "monstros" adormecidos.

A ansiedade. O meu "pequeno monstro".

Demorei algum tempo a perceber o que era isso da ansiedade. Demorei a aceitá-la como parte do meu dia... e noite. Demorei a conhecer-lhe as manhas.

Apesar de se falar muito em saúde mental, esta nem sempre é vista como um real problema. Digamos que não é bem como uma perna partida. Não é visível, logo existe aquela desconfiança de que não é legítima.

Infelizmente, ainda, há muito preconceito face às doenças do foro psicológico. E,  muita vergonha, por parte de quem as tem, em assumir que se tem, efetivamente, um problema, por medo do feedback que se irá receber dos outros.

A ajuda psicológica é fundamental para perceber o que se está a passar, para ajudar a organizar a nossa mente e trazer alguma tranquilidade aos nossos dias. Aceitar que algo não está bem na nossa vida, tomar coragem para o dizer, e sobretudo, para procurar ajuda é um passo fundamental. Tomar consciência de que é preciso agir é importante para minimizar os sintomas e adquirir mais confiança.

Tem sido um percurso demorado, mas [maioritariamente] mais tranquilo.

           Com fé.
                          Com determinação. ♡

Pinterest

|1| do escritor Matt Haig 

domingo, 1 de setembro de 2019

s e t e m b r o 🌿

 Setembro tem sempre sabor de início de um novo ano. Um recomeço. Um segundo mês de janeiro. 

É altura de respirar bem fundo e encarar novos desafios, novas rotinas, novas aventuras.

É o mês do regresso às aulas, e com ele o fim dos dias em modo "lapa" com o meu pedacinho de amor.

É tempo de novos voos e de novas experiências. Como tal, surgiu nas redes sociais {principalmente no Instagram} um movimento #setembrosemcarnept, que visa alertar para a consciencialização do consumo excessivo de carne, e dos efeitos nocivos no nosso planeta. 

Este movimento surge na sequência dos incêndios na Amazónia, cuja criação de gado e produção de soja  são apontados como as principais causas da desflorestação da maior floresta tropical do mundo.

Achei a ideia interessante e, sobretudo, importante para despertar consciências. Vou tentar também dar o meu contributo neste mês sem carne. Não sei se conseguirei abolir a carne a 100%, mas tentarei reduzir ao máximo o consumo, optando por refeições maioritariamente vegetais. 

E nada como estas iniciativas para começarmos a adquirir novos hábitos e procurar alternativas mais saudáveis. 💚


quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Voltar*

Depois de um {longo} interregno pelo blogue, as saudades de escrever mostraram-me que, talvez, fosse bom voltar a aparecer por cá.

Os últimos três meses têm sido de um namoro constante à minha pessoa-luz. Um crescimento em que, ambos, aprendemos a nos desenvencilhar dos nossos desafios diários. Um tempo de muita paciência e determinação. De aprender a aceitar os momentos menos bons e trabalhar para os ultrapassar. O de aprender a saber lidar com a ansiedade. O de aprender a silenciar a mente. O de sentir quem realmente está nas nossas vidas de coração aberto sem medo dos dias cinzentos.

- ❥- 


Registo pela lente da querida M. 
       Obrigada ♡

terça-feira, 21 de maio de 2019

Deixar ir*

Às vezes, é preciso distanciarmo-nos para nos "vermos" melhor. Olhar bem para dentro de nós. Deixar doer o suficiente para que essa dor nos ajude a reerguer as vezes necessárias. 

Nessa montanha russa que é a vida, as descidas fazem-nos ter consciência da nossa fragilidade e de que nem sempre as cicatrizes se curam com o tempo. 

É preciso mais. Muito mais do que [simplesmente] tempo. É preciso paciência. Resiliência. Afeto. Empatia. Amor-próprio. Coragem.

Aprender a viver com novos conceitos. Novas realidades. Aprender a aceitar isso tudo e, saber deixar ir.

Deixar ir

E céus, como custa tanto deixar partir!

terça-feira, 23 de abril de 2019

domingo, 31 de março de 2019

Fomos ao circo*

Hoje, fomos ao circo. Já não ia ao circo há anos. E quando vi que o Gonçalo trouxe um bilhete grátis da escola para o circo Flic Flac Circus, pensei que seria uma boa oportunidade de o levar a assistir ao seu primeiro espetáculo de circo. 

E o resultado foi, sem sombra de dúvida, positivo. 

Um espetáculo muito diversificado, repleto de momentos divertidos, que aliás, arrancaram umas belas gargalhadas ao Gonçalo.. 

A presença de algumas personagens dos desenhos animados das crianças, como o Panda, o Patrulha Pata, a Frozen... foi o pronto alto dos pequenos, que vibraram de cada vez que apareciam. 

Ao longo do espetáculo, dei por mim a pensar em toda a logística que aquelas pessoas têm de ter diariamente para nos presentear com o que de melhor sabem fazer. Vivem, praticamente, com a casa às costas, numa roda viva de terra em terra, num arma-desarma-tenda. É pena que nem sempre se consiga atribuir o devido valor às pessoas que vivem dos espetáculos de circo, porque merece muito o nosso respeito e reconhecimento. 

Que espetáculo maravilhoso!









terça-feira, 19 de março de 2019

PAI

Três letrinhas com tanto significado. Três simples letras recheadas de tanto amor.

Hoje, é mais um dia para recordar com carinho, com o coração a transbordar de afeto, de saudade e com a certeza de que a vida, apesar de tudo, fez as coisas bem feitas... Entregar ao Gonçalo o melhor pai... aquele que cuida dele para além do visível!

Um pai que habita no mundo dos sonhos. Um pai que protege lá de cima... do céu!

Hoje, começamos o dia a falar do pai. Do que ele fazia, do que ele gostava... E o Gonçalo olhava para mim, muito sério... Acredito que não consiga perceber bem isso do pai estar no céu. Acredito que ainda é tudo muito vago, mas acredito que um dia tudo fará sentido e este pai de quem tanto ouve falar será o seu maior orgulho, a sua presença constante... porque o importante é saber fazer da ausência... presença... Sempre!

Feliz Dia do Pai ❤️



PAI
{Para Amar Incondicionalmente}

sábado, 16 de março de 2019

À volta dos livros*

A aventura à volta dos livros proporciona imensas viagens e descobertas. Explorar os nossos sentidos, saltar pelo mundo da diversão é o impulso para usufruir de momentos fantásticos e inesquecíveis.

É isso que se vive nas tardes de Oficina Kids. 

Hoje com a companhia especial das primas. ♡













E como o Dia do Pai é já terça-feira... houve certificado para o Melhor Pai do Mundo ✩