domingo, 7 de outubro de 2018

O que {realmente} importa*


O blogue está um bocado ao abandono. Já há quase um mês que não escrevo. E sinto falta disso. Falta de passar por palavras as emoções que habitam em mim. Vou tentar ser mais disciplinada e mais consciente do que me faz bem e investir nisso de cuidar de mim.

Nem sempre consigo "ver" isso com muita clareza. Muitas vezes, os desafios da vida turvam-me a visão do que é verdadeiramente essencial. Acabo por perder o foco. Andar à deriva.

Felizmente, a vida presenteou-me com os melhores do meu lado e a caminhada, assim, torna-se menos custosa.

Ao longo dos últimos dias, tenho (re)aprendido a traçar novos objetivos, novas rotinas. Tenho aprendido a redescobrir-me. A superar-me. A focar-me no mais importante: o amor.

E só assim faz sentido.


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Regresso às aulas ❥

Que este novo ano letivo te traga muitas aventuras, aprendizagens e amizades. Que o teu sorriso genuíno seja uma constante na tua vida e que nunca percas a tua alegria de viver. 

Vamos lá abraçar mais um ano escolar e...

nunca duvides do quão és especial, meu tudo ♡

domingo, 9 de setembro de 2018

Remember ღ

Ao longo da gravidez passamos por uma série de transformações que nos mudarão para sempre. Para além do corpo que se vai transformando, as maiores mudanças ocorrem mesmo dentro de nós. Gerar um filho é das melhores sensações do mundo. É amar sem conhecer. É sentir um amor arrebatador pelo desconhecido. É proteger, é cuidar e apaixonar-se a cada segundo. 

Hoje, dizem que comemora-se o Dia da grávida... 
e fiquei com aquela saudade de o voltar a sentir bem cá dentro. 

                                                                                   ♡♡♡


sábado, 1 de setembro de 2018

Setembro ❥

É tempo de retomar as rotinas. Os horários mais definidos. O voltar a "entrar nos eixos". É tempo de pensar no quão a vida nos faz crescer e nos ensina a trilhar o nosso caminho, passo a passo, numa habilidade desconhecida.

Setembro é o mês do recomeço. Aquele {meu} mês que me viu nascer, e que ajuda muita gente a "renascer" para uma nova vida.

Que este mês também seja sinónimo de um novo balanço
 na vida de todos aqueles que a ousam viver!

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sábado, 25 de agosto de 2018

6 anos**

Dito o "Sim!" foi amor para a vida toda!! Nunca o "prometo ser fiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da nossa vida, até que a morte nos separe" teve tanto significado.

Juramos amor há 6 anos. Perante familiares, amigos e Deus. Prometemos estar juntos no melhor e no pior. E assim foi. Sempre. 

Esta madrugada enquanto pensava no quão injusta pode ser a vida. Enquanto tentava encontrar palavras para me reconfortar pela ausência do meu amor, entre soluços de dor e lágrimas que teimavam em cair, esbocei um sorriso. Encontrei este tal reconforto que tanto procurava. 

Se hoje, sinto tão profundamente a ausência do primeiro e único amor da minha vida é porque tive este amor. É porque vivi este amor. É porque sei que ele continua mesmo "que a morte nos separe". Dá outro alento. Não apaga a dor, não a suaviza, mas acalenta um pouquinho saber isso. E nisso da dor agarramo-nos a qualquer lembrança para dar o próximo passo. 

Hoje, festejamos 6 anos de casamento. E hoje, por mais que saiba que vai ser um dia daqueles, quero sorrir para ti para que saibas, mais do que nunca, que será para a vida toda, meu amor. 


Amo-te! Daqui até aí!


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Mimar*

- "Ai que isso é só mimo!"

- "Esta criança está carregada de mimo!"

Quem nunca ouviu isso. E quase sempre com tom pejorativo associado!

Mas, afinal o que é o mimo?

A palavra mimo reveste-se de muitos significados: condescendência carinhosa com que se trata a outrem {delicadeza, meiguice}; gesto carinhoso, grande qualidade; coisa bonita e harmoniosa.[1]

Portanto, só significados positivos. Ressalvo a existência de apenas um significado que considero menos simpático, e até mesmo depreciativo, na medida em que a existência da palavra "excesso" dá um destaque contraproducente a um aspeto que considero importante nas nossas vidas, a condescendência.

Ora, considerar que mimo pode sugerir excesso de benevolência ou de condescendência no tratamento de alguém, especialmente de criança [1] - é incoerente. Se mimo é um gesto carinhoso, é delicadeza, é tratar bem alguém, é amar... como é possível "verem" o mimo como algo excessivo.

Sempre foi apologista de que o mimo só faz bem. Porque mimo, para mim, é amar. E se amar é mimo, então o meu menino tem muiiiiito mimo. E adoro dar mimo ao meu mundo. Adoro os nossos abraços demorados. Os nossos segredos ao ouvido em que sussurramos "Gosto de ti!", os nossos olhares cúmplices. O mimo é o nosso ingrediente para sermos felizes.

Infelizmente, nem todos pensam assim. Escrevo infelizmente, porque tenho mesmo pena que as pessoas que {só} veem nessas {nossas} manifestações de amor o mimo, não saibam verdadeiramente o que é amar.

A maternidade ensinou-me imensas coisas, mas ensinou-me sobretudo que nisso do amor é muito para além do que os outros veem. É muito para além do que os outros dizem ou apregoam.

Os olhares metediços dirão que uma birra é nada mais do que excesso de mimo. Haveria muito a dizer. No entanto, acredito que quem trata o mimo de forma tão leviana não pode ter aquela capacidade de amar para além dos defeitos.

O mimo faz bem. O mimo é bom. O mimo não estraga, como aliás o afirma o pediatra Mário Cordeiro. O que estraga é a falta de amor. A falta de atenção. De cuidado. De paciência. De tempo. 

É tão mais fácil dizer-se que uma birra, um grito, um choro, o colo são sinais de mimo. Desculpabilizamos a nossa incapacidade de lidar com as imperfeições com a escapatória mais fácil. MIMO. "É tudo mimo!" E devia ser sempre "tudo mimo!", porque o mimo é amor... é amor no seu estado mais puro!!

Mimemos mais 


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Meditação**

Enchi-me de coragem e fui...

Ontem, tive a minha primeira {de muitas, espero} aula de meditação

Infelizmente, ainda existe muito o preconceito pelas terapias alternativas. Pelas terapias orientais. Trabalhar a parte emocional é vista com apreensão pela maioria da nossa sociedade. Principalmente, nos meios mais pequenos. E é uma pena, porque é muito importante cuidarmos das nossas emoções. Vamos ao ginásio. Treinamos para ficarmos em boa forma física. Temos cuidados com a alimentação. Mas, descuramos muito da nossa parte emocional. 

Ontem, tomei verdadeiramente consciência disso. De como a minha parte emocional está tão mal cuidada. 

A meditação que fiz, era uma meditação guiada, que visava trabalhar a harmonia e a cura interior, nomeadamente as emoções, o desapego e o amor-próprio

Ia apreensiva, confesso. Mas, mal entrei no espaço senti uma paz invadir-me. Aquele silêncio. Aquela calma no olhar e nas palavras da professora eram apaziguadores. Instalei-me. Nervosa. Sentia que tinha as minhas emoções prontas a sair a qualquer momento. 

E assim foi. Não tive um início de meditação fácil. Muito desconforto. Inquietação. Não conseguia manter-me deitada de olhos fechados. Não conseguia mesmo. Entretanto, a professora veio ter comigo e ajudou-me a relaxar, e aí deixei-me invadir pela aquela paz, pelas palavras, pelos sons... e as emoções começaram a transbordar. 

Chorei como já não chorava há meses. Ainda choro quando aqui escrevo esta minha experiência. Tantas emoções enclausuradas dentro de mim. Tanta, que nem eu tinha consciência disso. 

A meditação guiada que fiz no domingo, fez-me perceber que tenho ainda muita coisa para "arrumar". O medo, o desapego, o amor-próprio, as amarguras... fez-me ter mais clareza sobre o verdadeiro estado do meu eu. Que, digamos, não está bem tratado. E como é possível não tratar bem uma coisa que é minha??

Ao longo da meditação, para além de perceber que os meus pensamentos passam a vida atormentar-me, e que tenho de fazer um esforço para me conetar ao que realmente interessa, percebi também que carrego muito "peso". Que tenho de aprender a viver a vida com mais leveza. De forma consciente, mas sobretudo inconsciente. Que posso saber controlar as minhas emoções, mas que não as sei tratar como elas devem ser tratadas. Que preciso de aceitar que ficar triste perante os outros não é mau. E que as emoções são para ser vividas, sentidas e exploradas. 

E ao explorar as minhas emoções, poderei trabalhar outros aspetos da minha vida, como o desapego. O saber deixar ir. Saber aceitar que na vida nada é eterno e que temos de saber deixar partir. Mantendo o amor, mas soltando as amarras. É tão difícil pôr em prática o desapego. Dói tanto sentir que é preciso deixar ir e seguir o nosso caminho. Seguir a nossa viagem, que já não é aquela que idealizamos. Que foi perdendo aquele brilho que nos fazia trilhar o caminho com outro alento. Porque o caminho é mais penoso. Requer mais de nós. Muito mais. Requer acima de tudo, amor-próprio. Aquele amor que vamos desprezando pelo nosso amor aos outros. Aquele amor que é o combustível para sabermos amar {plenamente} os outros, mas que vamos deixando para depois. 

A meditação fez-me ver isso com outros olhos. O quão tenho cuidado pouco de mim. E não falo em cuidar esteticamente, mas sim cuidar de mim, enquanto pessoa, enquanto mulher. Ontem, senti que tive uma hora para cuidar, verdadeiramente, de mim. Senti que me fez um bem danado. Senti que saí de lá mais leve. Mais calma. Mais consciente do que realmente preciso. E, sobretudo, sem medo de o mostrar. 

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sábado, 18 de agosto de 2018

O que é isso de "ser normal"?

Tenho pensado muito nisso, no "ser normal". No que significa, verdadeiramente, "ser normal". Quererá dizer que temos TODOS de seguir um padrão comportamental que a sociedade espera de nós? Significará que temos de agir de forma a que sejamos aceites pelos outros? 

É curioso como muitas vezes deixamos de fazer algo, de dizer algo porque temos receio das represálias sociais que poderão surgir desse comportamento ou de algum comentário. Anulamo-nos perante os outros para "não parecer mal". E, aos poucos, vamos sufocando no nosso próprio corpo. 

O olhar dos outros é tramado. Aquele olhar reprovador. Aquele olhar "ui, este comportamento não é normal!".

Mas afinal o que é "ser normal?"

Confesso que paro para pensar nisso. É bom pararmos para pensar. Dá-nos outra visão das coisas. Mas, como dizia, por mais que pense nisso, chego à conclusão que não há resposta. Cada pessoa é um ser individual, que age de acordo com as suas vivências, com os seus desejos, com as suas capacidades que lhes são inatas. 

"Ser normal" é simplesmente sermos nós. Não existe uma lei que diga que tenhamos de ser assim ou assado. Temos as regras sociais que temos de respeitar, obviamente, mas dentro do universo da vida pessoal, do ser individual, não existe uma "regra" que define que tenhamos de pensar/agir todos da mesma maneira.

No meu processo de luto fui verificando isso. Cada pessoa faz o luto à sua maneira. Vive a dor de forma individual. E esta dor não é mais, nem menos do que a da outra pessoa. Simplesmente é dela. Há quem não queira sair de casa, quem só queira sair de casa. Há quem chore por tudo e por nada, outros que aguentam as lágrimas. Nenhum comportamento faz do outro melhor ou pior pessoa. Cada um vive as emoções à sua maneira.

No universo da maternidade acontece o mesmo. Há uma pressão nisso do "ser normal". 

Basta começarmos pelos registos médicos, que servem para "padronizar" o crescimento dos nossos filhos. "Já anda?", "Já largou as fraldas?", "E a chucha?", "Já dorme na cama dele?" e, ai de nós ter a ousadia de dizer que "ainda não". Somos logo fulminados com aquele olhar. Ui, aquele olhar. Aquele que nos faz sentir pequeninos, que nos deixa aquele amargo sabor de falhanço. "Bolas, o miúdo tem quase 4 anos e ainda tem fralda!!!". Pronto, lá vem a fatídica frase: "Hum, isso não é normal!".

E pronto a partir daí é começar a olhar para as coisas com aquele olhar clínico. É questionar tuuuudddooo o que o miúdo faz ou não faz. "Ui, fez uma mega birra?!", "Hum....", "Ou será antes uma crise?", "É melhor ver isso...." NÃO É NORMAL!!

O normal não existe. É importante termos noção disso. Há, e haverá, inúmeras situações que podem desencadear uma birra, um grito, um choro que não obrigatoriamente um problema. Principalmente, nas crianças.

Ser normal é ser original. É ser único. É sermos nós com as nossas qualidades e defeitos. É tudo uma questão de perspetiva. 

Vivemos num mundo em que somos exageradamente críticos. Principalmente com os outros, quando o essencial é acima de tudo, ser-se feliz. Esta sim, é {ou deveria de ser} a maior normalidade da vida. O resto? O resto é conversa!

Já dizia o Prof. Hermogenes:

                  "Deus me livre ser normal!"


quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Zoo*

Não me lembro de ter ido ao Zoo. Os meus pais dizem que fui, mas a verdade é que a tenra idade em que lá estive fez com que não restassem memórias disso. 

O Gonçalo, provavelmente, também não terá memória de ter lá estado. Por isso, acredito na importância de se registar esses momentos. Para mais tarde recordar. Para mostrar-lhe que lá esteve. E, para me recordar desse dia, quando a memória me tramar. 

A fotografia é, sem dúvida, a  melhor forma de eternizar os momentos. Fica ali captado. "Congela" o que, outrora, nos deixou felizes. 

"Cada fotografia é um pedaço de memória e de recordação."

{E o que seria de mim sem as fotografias da nossa vida a três...}














terça-feira, 7 de agosto de 2018

Leituras: Estarás sempre comigo*

Uma história de amor, de perda, de luto, de dor, mas também de superação e de aceitação. Estarás sempre comigo. O título cativou-me e a leitura mais ainda. Muitas vezes de lágrimas nos olhos. Outras com um sorriso. Já há muito que não me deixava levar pelas palavras até altas horas da madrugada. 

↠ "A dor é difícil de expressar por palavras e, na vida, há sempre dor."
↠ "A dor torna-nos quem somos. Ensina-nos, doma-nos, pode destruir ou pode salvar."
↠ "A felicidade é um dom. Nunca devemos considerá-la um dado adquirido."
↠ "Após a noite, vem o dia. Após a morte, vem a vida. Mesmo nos momentos mais sombrios, olha em volta, pois nunca estarás realmente só. És amada."


Estarás sempre comigo. SEMPRE 



segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A felicidade resume-se a pouco*

Vivemos em constante busca da felicidade. De sermos mais felizes. Mais realizados. Mais tudo. Mas, esquecemo-nos que o essencial, o que realmente importa e nos traz felicidade, são os momentos. Por vezes, até os mais triviais. Um beijo no momento certo. Um abraço apertado quando mais precisamos. Aquela palavra amiga quando nos sentimos a desabar.

Cada vez mais acredito que somos demasiado exigentes conosco. Partimos do pressuposto que a felicidade é ter muito. Muito dinheiro para aquelas férias xpto. Muito tempo para fazer determinada coisa. Mas, na realidade, ser feliz, é viver o pouco que temos como se fosse um muito. 

Basta ver essa felicidade através dos olhos de uma criança. Nunca me canso de dizer isso. Eles vivem o momento, o agora, com tanta emoção que dá gosto {e alguma inveja} de ver. 

Foram {só} dois euros, muito calor e alguma espera. Muita criançada eufórica, algumas idas à casa de banho em modo sprint para não perder nada do espetáculo. Mas, ver o sorriso estampado no rosto do Gonçalo, vê-lo a vibrar de cada vez que entrava uma personagem do Patrulha Pata, ver o seu entusiasmo é das melhores sensações do mundo. 

E como é tão bom, e tão fácil, fazer a minha criança feliz. Com tão pouco. Que tenhamos a humildade de saber saborear o pouco que a vida nos oferece. ♡