terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Sol de inverno*

É no olhar de uma criança que reside a resposta para tudo. A simplicidade de viver o presente. Sem "mas". O agora na sua plenitude!

Este é o meu olhar preferido. O que me dá tudo o que preciso. O meu olhar doce e malandro.  


Boa semana!


 


quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Entre palavras #1

O primeiro livro de 2020. 

O plano dos 4 pilares 

Um livro que nos mostra a importância de focarmos a nossa atenção em quatro áreas essenciais na nossa vida: 

Relaxar
⇝  Dormir
⇝  Mexer-se 
Nutrir

Ainda estou no início do livro e já dou por mim a concordar com imensa coisa. 

O primeiro capítulo incide sobre a necessidade de aprendermos a relaxar. De estarmos conscientes de que é fundamental abrandarmos o ritmo. De dedicarmos, pelo menos, 15 minutos a algo de que gostamos e que nos faça bem. Ler, caminhar, ouvir música, correr, cozinhar. Quinze minutinhos. 

Lembrei-me agora ao escrever, e a propósito desse tema, que a única pergunta que o Jorge fez à médica após a primeira cirurgia e já com diagnóstico muito reservado, estava relacionada com essa necessidade de fazer algo que amava muito. Andar de mota. O único pedido. Queria continuar a andar de mota. 

E pensando sobre isso com alguma profundidade, leva-nos ao que, realmente, nos faz bem e nos faz manter o equilíbrio para continuarmos a nossa caminhada.

O Jorge precisava de andar de mota para conseguir manter a estabilidade emocional de que precisava.

É, por isso, importante que tenhamos a consciência do que nos faz bem e nos ajude a encontrar o nosso ponto de equilíbrio. Se para uns é andar de mota, para outros será caminhar ou correr. O essencial é termos presente de que 15 minutos diários dedicados a algo que nos faz bem não é uma perda de tempo, mas sim um grande benefício para a nossa vida.

A minha forma de equilíbrio passa por ler. Adoro ler. Vario as minhas leituras, mas tenho dito maior enfoque na área do desenvolvimento pessoal. A mente humana é maravilhosa. E os livros têm ajudado imenso a manter a minha atenção no meu crescimento e na minha aceitação.

Acredito que se tivéssemos mais consciência dessa importância e se conseguíssemos pôr em prática esses 15 minutos para nós, seríamos bem mais felizes na nossa vida e na relação com os outros. Porque para estarmos bem com os outros, temos de estar, primeiro, bem conosco. 

Muitas vezes, ouço que ando "distante", "calada". Há tempos a minha mãe ligou-me e a primeira frase foi mesmo essa "Andas muito calada". Ando, sim, não nego, mas, nem sempre "andar calada" tem conotação negativa. 

Em plena era da comunicação, das tecnologias, há uma necessidade, quase obrigatoriedade de estarmos sempre "online". 

Por vezes, é bom estarmos calados, em silêncio. Pode ser perturbador, mas não deixa de ser bom. Aprendi a saber saborear o silêncio. Passo muito tempo sozinha. E não me tenho incomodado com isso. Ouço música. Leio. Reflito.

Acredito que se todos fizessem isso, dedicassem tempo a estar quietos, em silêncio, seríamos bem mais tolerantes, pacientes e, muito menos queixosos.

Quando refiro estar quietos em silêncio, óbvio que não é para estar no telemóvel ou a usar qualquer tipo de tecnologia. 

Reduzir o uso das redes sociais, do telemóvel também é um dos meus objetivos. Tenho percebido que as redes sociais não me trazem muitos benefícios. Gosto de lá estar, de colocar uma ou outra foto, mas, apercebi-me que, por vezes, ver a realidade de outras pessoas deixava-me triste. Por isso, já fiz umas alterações, nesse sentido, e pretendo ir diminuindo mais ainda. 

O livro tem um capítulo dedicado às redes sociais e é assustador sentir que somos marionetas nas mãos das tecnologias. A quantidade de vezes que pegamos no telemóvel só porque sim. Medo.

Seria, por isso, importante todos pararmos para pensar, com consciência, na forma como a vida moderna nos está a transformar, e fazer algo para mudar isso, sob pena de sermos engolidos por ela.




segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

As "metas"

O início de um novo ano é sempre altura de um "recomeço". Encaramos essa data como um ponto de partida para a mudança.

Acredito que a mudança pode acontecer em qualquer altura da nossa vida. No entanto, é compreensível que haja essa vontade de fazer reset a muita coisa e começar com o pé direito.

Não seria sincera se dissesse que não penso dessa forma. Claro, que vejo no início de um novo ano a possibilidade de uma renovação na minha vida. Em todos os aspetos. 

Somos um ser em constante evolução e, como tal, temos essa necessidade de querer mais. 

Mas, o que dificulta esse desejo de ir mais além? 

O comodismo. O medo. A insegurança. A falta de coragem de dizermos e sermos o que queremos.

Muitas vezes, as metas que traçamos não chegam sequer a sair do papel. Demasiadas vezes, acomodamo-nos à vidinha que temos.... porque é melhor jogar pelo seguro.

Infelizmente, faço parte desse grupo de pessoas. Escrevo infelizmente, porque gostava de conseguir arriscar mais. Fazer mais vezes o que, realmente, me apetece. Virar as costas ao politicamente correto. 

Mas.... há sempre um mas... 

Neste novo ano, a minha grande meta é essa. 

Quebrar mais vezes as minhas barreiras. Ganhar coragem para ser mais frontal... e não sofrer com isso... 

Arriscar, sem medo.

Libertar-me do que, e de quem, me faz mal.

Pensar menos, e sentir mais.

Amar-me primeiro.

Ser feliz.

Se realmente conseguir atingir essa capacidade de desafiar-me, todos os dias, será, sem dúvida, uma grande vitória alcançada.

Que tenhamos todos a coragem de nos superarmos, apesar dos desafios que a vida nos impõe!

Bom ano!

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

2019

Com o aproximar de mais um ano é inevitável fazermos uma reflexão acerca do ano que está a terminar. 

A verdade é que nem sempre conseguimos pôr em prática aquilo que nos comprometemos fazer no início do ano, em que as resoluções são tantas vezes meramente utópicas. 

Os primeiros dias do meses são verdadeiros trampolins para sermos as melhores pessoas do mundo, mas logo, este impulso vai perdendo a força e, aos poucos, lá voltamos ao que éramos. 

É preciso ser-se muito disciplinado para, efetivamente, conseguirmos mudar algo na nossa vida. É preciso foco e determinação, e nem sempre o conseguimos.

Ao "rever" o meu 2019, apercebo-me que ainda há muito para fazer para ser aquilo que realmente gostaria de ser. Ainda há muitas arestas por limar. Muitas lágrimas do passado para chorar. Muitos "medos" para superar. Muita coragem para conquistar.

Apesar de tudo, a vida é uma constante aprendizagem, e mesmo que sinta que, ainda não consegui alcançar a tão desejada quietude, vou continuando a trilhar o meu caminho, procurando conhecer-me e fortalecer-me a cada passo.

Que 2020 traga muita saúde e paz... porque o resto damos sempre um jeito!


Feliz 2020!



terça-feira, 24 de dezembro de 2019

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Christmas time ღ

Chegou aquela época do ano em que as emoções se atropelam... em que o sorriso no rosto anda de mãos dadas com aquela saudade dilacerante... 

Vale a alegria contagiante do meu menino que vai espalhando magia por onde passa... ღ

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sábado, 12 de outubro de 2019

Diferente ❣

Já escrevi cá no blogue (aqui) sobre isso de ser diferente ou de "não ser normal". Confesso que me faz uma certa confusão este rótulo que se coloca às pessoas que a sociedade considera como sendo diferentes... como se isso fosse algo de mau, de pejorativo, merecedor de algum desdém.

E fico sempre muito perturbada quando assisto a situações em que a diferença é vítima de preconceito. 

A entrevista, à deputada Joacine Katar no Programa da Cristina, é de aplaudir de pé!

Ela consegue abordar com clareza e firmeza {e, até gagueja muito menos quando o faz} a importância de aceitarmos a diferença, de educarmos para a diferença. E, foca um aspeto importantíssimo no que diz respeito a ser-se diferente numa sociedade padronizada para sermos todos iguais... deixa-nos a pensar no facto de, muitas vezes {ou até sempre}, o problema estar naqueles que apontam o dedo à diferença, que olham com pena, que gozam, que não entendem a diferença como algo de normal... é nessas pessoas que reside a verdadeira diferença... pelo simples facto de não estarem preparadas para compreender que não somos, nem temos de ser todos iguais.

E compreender isso, aceitar essa realidade, passa muito pela educação.

Passa pelos pais em educarem os seus filhos com base na aceitação e no respeito pela diferença. Na preocupação de educá-los para que sejam seres humanos mais atentos, mais empáticos, menos preconceituosos.

Passa pela sociedade, que precisa de ser educada para encarar problemas como a gaguez da deputada, como o autismo do filho do vizinho, como a doença mental da tia... como situações que merecem respeito e, sobretudo, menos descriminação!

O problema não está na deficiência, na diferença.... o problema está em nós, porque nos incomoda,  nos deixa desconfortáveis... porque nos dá trabalho termos de ser mais tolerantes, mais empáticos, mais pacientes... o problema está em quem não sabe aceitar essa diferença com normalidade... e, infelizmente, ainda há algum [ou até muito] trabalho para ser feito para que TODOS possam perceber {e aceitar} que somos todos diferentes... e ainda bem! ♡

{Vejam a entrevista... vale muito a pena! [AQUI]}

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domingo, 22 de setembro de 2019

⇢ 11 anos ⇠

22 de setembro de 2008

O primeiro post.

Já lá vão 11 anos.
                             E que bom que tem sido esta viagem por cá. ♡





segunda-feira, 16 de setembro de 2019

[O] Regresso

Mais um ano letivo a começar e mais aventuras prontas a serem exploradas.

Há sempre um sentimento agridoce quando o deixo no portão da escola. Há um misto de emoções que brotam à velocidade da luz... o doce sabor de o ver crescer feliz e saudável, e a consciência plena de que o meu menino está a tornar-se um homenzinho.

O discurso é claramente o de uma mãe galinha assumida... mas, ao mesmo tempo, que dá aquele friozinho na barriga, também há a certeza de que, todo o trabalho por detrás da cortina, está a surtir os seus frutos e a ajudar o meu menino a crescer feliz...  apesar dos "apesares" da vida.


Voa bem alto, minha azeitona preta ♡


domingo, 15 de setembro de 2019

Natural[mente]

As conversas são como as cerejas, já diz o ditado... e de muitas conversas [as melhores] surgem reflexões interessantes.

Numa conversa matinal com uma grande amiga, que ganhei através do meu [nosso] Jorge, a querida A., que surgiu a propósito deste post, e da importância de sermos mais fiéis ao nosso eu, à nossa natureza, aos nossos [reais] desejos... e de não darmos tanta importância aos outros... fiquei a pensar nisso....

Somos um ser social e, como tal, crescemos com o pressuposto de que temos de nos enquadrar na sociedade, sob pena de não sermos vistos como "normais". Aconchegamo-nos tranquilamente ao rebanho e por lá ficamos para não arranjarmos "chatices". E assim vai a vida.

Mas depois, há aqueles que se atrevem a pular fora do rebanho e seguir a sua própria natureza. Os atrevidos que ousam ser eles próprios. Sem medo. Sem vergonha. Abençoados sejam.

Habituei-me a andar no meio do rebanho. Sossegadinha, sem que ninguém desse por mim. E por lá fiquei.

As adversidades da vida obrigaram-me a sair do meio do [confortável] rebanho para passar para a frente. Tomar posição. Assumir o que vai bem e o que vai mal. Decidir. Escolher.

Sendo balança de signo, não ajuda nessa multiplicação da vida. Mas, fui. Aliás, vou. Uns dias, mais destemida, outros mais comedida. Mas, vou.

No mundo dos adultos tudo torna-se mais complexo. A consciência de que os outros vão pensar, vão dizer, vão comentar, retrai os nossos passos. A ideia de normalidade é mais ponderada [infelizmente]. É preciso ter-se [ou desenvolver] uma personalidade bem vincada para bater o pé. Quebrar regras ancestrais. Saber dizer "não quero!". Saber ser-se fiel ao que somos, porque "o problema nunca é quem somos - é quem tentamos ser."

No mundo das crianças é tão mais fácil. Tão mais genuíno. É espontâneo. E tão mais feliz.

É importante repescarmos a nossa verdadeira essência. A criança que há em nós. Deixar de lado essa ideia de normalidade. Sair do rebanho. Aceitar as anormalidades da vida e, sobretudo, aprender com elas.

Tenho aprendido muito, ao longo desses anos, devagarinho é certo... ao meu ritmo, no meu passo... mas, tenho aprendido que não somos todos iguais, que cada um caminha na sua velocidade, que cada um faz as suas escolhas, e que na nossa vida, na nossa caminhada, só entra quem queremos e quem nos ilumina a estrada.


Bom domingo ♡♡♡


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

É [muito] isso ❥

Ainda sobre o post anterior... e sobre a importância de nos mantermos fieis a nós... ao que queremos... 

Ontem, no parque, pediu para tirar os sapatos... e fartou-se de correr.... pé no chão... completamente nas tintas para que os outros poderiam pensar.... simplesmente, porque quis... e quem o conhece bem sabe o quão essa atitude tem um belo sabor de vitória ... e é tão bom ser-se assim.... genuíno 




quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Simplicidadღ

"Um estilo de vida simples é uma prática fundamental para polir a mente."

~

Li esta frase no livro "ZEN A arte de viver simplesmente", e, cada vez mais, acredito que viver um estilo de vida baseado na simplicidade, no minimalismo é fundamental para o nosso bem-estar físico e psicológico.

Viver com o essencial. Despojarmo-no do que é inútil e apenas "enche" a casa... e a nossa mente!

Vivi algum tempo muito agarrada a bens materiais. Demorei a praticar o desapego em relação às coisas do Jorge. Ainda tenho roupa dele em casa, mas já não sinto que seja por um questão de "obsessão" para que não se mexa nelas. Foram ficando e não vivo "presa" a isso. Sei que daqui a uns tempos doarei essas roupas e lidarei bem com isso. 

A questão é quando esses pertences vivem como que "colados" a nós. É aterrador sentir que não te queres "desfazer" daquela camisola. É assustador sentir que não o queres fazer, porque há uma réstia de esperança de que ele volte a precisar. É só estúpido, eu sei. Mas, só o é quando assistimos a isso de forma mais distanciada, mais racional. Hoje, sei que não era saudável. E que o desapego era importante acontecer.

Não é algo que se consiga fazer do dia para a noite, mas quando acontece é, de certa forma, libertador. Não no sentido de que nos desfazemos do que era do nosso passado, mas sim por sentir que conseguimos lidar melhor com o presente. 

Tenho plena consciência que estou, apenas, no início dessa aprendizagem {apesar de já terem passado quase 3 anos}, e que ainda tenho muito caminho pela frente, mas sentir que vou tendo percepção daquilo que quero e do que não quero. Do que me faz bem ou não. Do que, naquele momento, é melhor para mim. 

E, sentir que as minhas atitudes {que não agradarão a todos... paciência!}, as minhas decisões já não me deixam a pensar sistematicamente no que irão pensar os outros...e isso, tem sido uma lufada de ar fresco na minha vida. 

Vivi muito tempo focado no que pensarão os outros, no que irão dizer, e acabava sempre por fazer aquilo que era "politicamente" correto. O chamado "tem de ser", "parece mal". E, claro que depois quem "pagava a conta" era eu. Com mais ansiedade. 

Tenho tentado focar mais em mim, e naquilo que eu quero, e me faz sentir bem. Se a priori sinto que não vai ser benéfico para o meu bem-estar emocional, opto por não fazer ou não ir. 

Procuro que assim seja, independentemente do que os outros possam pensar. Sou sincera quanto ao que sinto e procuro sê-lo com os outros. 

Focar em mim. Na minha forma de encarar a vida. A minha vida. A minha dor. A minha aprendizagem.

E, neste sentido, viver de forma mais simples tem ajudado a polir a [minha] mente. A clarificar e, sobretudo, a serenar a minha mente [demasiada] inquieta. 

Praticar o minimalismo, a simplicidade é, cada vez mais, um prática essencial para a minha vida. 

O destralhar de bens materiais, de pensamentos negativos, de pessoas tóxicas, pessoas que não acrescentam nada à nossa vida... focar na simplicidade... dar atenção a quem me dá atenção... aprender a saborear a minha presença...e, sobretudo, procurar sempre respeitar-me, acima de tudo... 

~