segunda-feira, 18 de junho de 2018

Festinha da escola

"O tempo passa a voar". A frase parece cliché mais é tão verdadeira que dói. Ainda sinto que acabei de o deixar na escola para o seu primeiro dia na escola dos "grandes" e, na sexta, já festejou a primeira festinha de final de ano.

É assustador vê-lo a crescer tão depressa, mas é tão gratificante ver que este crescimento está a fazer dele um menino feliz, de bem com a vida e super acarinhado por todos. Ouvir "olha o Gonçalinho" a cada recanto da escola enche o coração.

Vivo sempre esses dias com um misto de sentimentos contraditórios. Um misto de alegria e saudade. Uma alegria incompleta. Uma felicidade "egoísta" por estar a viver esses momentos sem o meu Jorge.

Nesse dia, tomei consciência que, deixou no filho a melhor herança possível, o ser acarinhado por todos. O ser reconhecido pela pessoa que é. Por deixar transparecer a sua essência. Sem artimanhas.  Genuíno. E isso é tão deles. ♡

Parabéns aos professores, auxiliares, ao agrupamento e a todos os que tornaram esse dia tão bonito. Um dia em que recordamos os tempos da Citânia. Da cultura castreja. Um dia em que vibramos a cada golo marcado pela nossa seleção. Um dia em que voltei a pisar aquela que foi {também} a minha escola. Um dia em que foi tão bom vê-lo feliz.










sexta-feira, 15 de junho de 2018

Be happy ♡

Quando a tua mãe te liga e no meio da conversa, diz: "O teu menino é tão feliz!". Juro que consegui ouvir o sorriso dela ao dizer isso. 

"É, mãe. Muito." ♡


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Conectar-se*

Nada é por acaso. Já o escrevi aqui muitas vezes. E cada vez acredito mais nisso. Há dias, quando fui buscar o meu filho, ele estava em casa do meu primo a brincar com o filho dele. 

Conversa puxa conversa, e saí de lá com mais um livro: "Philosopher et méditer avec les enfants" {Filosofar e meditar com as crianças}. Um livro inspirador, que nos mostra que as crianças conseguem ser bem mais sábias que muitos adultos. Conseguem ver a essência da vida. A pureza delas ainda permanece intacta. A verdade nas palavras. O olhar límpido sobre o amor, a felicidade, a tristeza.

O livro é delicioso. Apresenta os diálogos que aconteceram entre o professor e os alunos nas aulas de meditação e filosofia. Aulas cheias de vida. De conhecimento. 

"Reconheci a felicidade através do barulho que ela fez ao ir embora!

Esta frase marcou-me. Os comentários das crianças mais ainda. "Quando a tristeza chega, repensamos na felicidade e no quão bom era antes.", respondeu um menino. "Significa que quando deixamos de ser felizes, ouvimos os passos da felicidade a ir embora!", dizia outro.

É mesmo isso. Haverá melhor descrição vinda da boca de crianças de 10 anos? Atrevo-me a dizer que não. Quem perdeu parte da sua felicidade, sabe que ela faz muito barulho quando se vai embora.

Faz demasiado barulho.

O livro aborda muitos temas que, a priori, não se pensariam que crianças conseguiriam debater com tanta clareza. E é, de facto, encantador.

O livro também vem acompanhado por um CD com meditações guiadas.

Sempre tive curiosidade em saber mais sobre o mundo da meditação, do mindfulness. Já li imenso sobre o assunto. Já estive para me inscrever em sessões de meditação, de reiki. Mas, depois acobardo-me, e não vou. Por isso, quando vi que havia um CD, decidi experimentar. Quem sabe se não é o "empurrão" que me falta para começar.

Acomodei-me, segui as instruções e deixei-me ir ao som das palavras. É curioso o que sentimos. Nervoso miudinho. Agitação. Ainda abri os olhos umas duas ou três vezes. Mas, a verdade é que a determinada altura, o corpo descontrai. Surge a leveza. A sensação de vazio. De sossego. A nossa atenção foca-se na nossa respiração. Os pensamentos passam por nós. Muitos pensamentos. Há, sem dúvida, uma tranquilidade que vai emergindo. 

Os meus cinco minutos de meditação não foram feitos não perfeição. Senti que estava agitada. Que não estava totalmente conectada. Mas, quero muito repetir e, desta vez, mais centrada em mim. 

A sensação com que se "desperta" é tão libertadora. Imagino o que será quanto praticamos a meditação com mais disciplina. Deve ser único.

E tão importante pararmos 5 minutos que sejam da nossa {agitada} vida para conectarmo-nos conosco. Para pensar em nós. Para simplesmente descontrai de todos os estímulos com que somos bombardeados no nosso dia a dia.

{Boa quinta-feira}

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quarta-feira, 13 de junho de 2018

terça-feira, 12 de junho de 2018

Ser minimalista*

Numa era em que a vida nos obriga a adotar um ritmo frenético é fundamental pôr um travão nessa alucinante passagem do tempo.... vivemos demasiado obcecados com coisas... vivemos atolados de objetos que nos roubam espaço e tempo. De pessoas que nos sugam energia.

Sempre se ouviu falar do "menos é mais". E cada vez mais, acredito nessa máxima.

Tenho tentado pôr em prática essa mais valia de seremos feliz com pouco. Talvez o abanão que a minha vida me deu, fez-me pensar mais nisso. Fez-me ver que é importante encontramos a felicidade no pouco que temos. Talvez por ter perdido um dos meus pilares fez-me dar mais valor ao que tenho.

Confesso que inicialmente não pensava assim. Também acredito que, inicialmente, não se pensa... sobrevive-se! Mas, vivia com uma certa necessidade de consumir. De comprar. De ter. Numa busca incessante de me preencher. De preencher o vazio que ficou, e que permanece por mais "coisas" que tenha.

Vou aprendendo que este vazio jamais será preenchido, compre o que comprar ou faça ou que fizer. Jamais. Está ali. E ficará ali. Uma ferida aberta. Uma ferida que, volta e meia, volta a sangrar. Sempre.

E esse golpe fez-me ver a vida de forma mais simples. Apreciar as pequenas coisas. Saborear os detalhes.

Ainda ontem à noite, inebriava-me a olhar para o meu filho a dormir. E pensei no muito do meu Jorge que está ali. E sorri. Agradeci por o ter.

Sabermos parar e apreciar o pouco é libertador. Não é fácil num mundo que vive a um ritmo alucinante, em que as provações são tantas. Mas, acredito que, se todos os dias, pararmos para fazermos esse exercício mental, a vida fluirá mais facilmente.

O saber apreciar o pouco tem, obviamente, de partir de dentro para fora. De nós. Do nosso eu. Mas, também do que nos rodeia. A nossa casa. A nossa família. Os nossos amigos.

Eu tenho poucos amigos. Conto-os pelos dedos das mãos {ou até só de uma}. Mas sei, que estão lá. Sempre. Sem vacilar. E isso é tão apaziguador.

Em casa, também vou implementado essa visão mais minimalista. Vou tentado destralhar. Vou procurando um ambiente mais clean, com menos poluição visual. Ajuda a organizar a minha mente, e a poupar tempo na hora da limpeza.

O calcanhar de Aquiles é mesmo o quarto do menino. Aquilo é brinquedos até mais não. Já despachei alguns. Mas ainda há muito para "limpar". Acredito que para as crianças também muito brinquedos, muitas distrações não será muito benéfico.

Há tanta oferta que já nem sabem com o que brincar. Em casa, opto por deixar alguns brinquedos {que vou alterando} no quarto para ele brincar, guardando outros. Ele sabe onde os guardo, e sempre que quer vai lá buscá-los, mas só alguns estão mais disponíveis. Vai ajudando a não se "perder" nas atividades.

Optar pelo minimalismo é, de certa forma, optar pelo desapego do que não é essencial. Quantas vezes compramos algo e depois só usamos uma ou duas vezes? {Ui, eu tantas!} Quantas vezes nos deixamos levar pelo consumismo? Pelas modas?

A verdade é isso tudo sufoca-nos. Eu tenho dado por mim a pensar muito nisso. Tenho dado por mim a pensar na quantidade de coisas que comprei simplesmente por impulso do momento. Ou aquelas roupa que guardamos porque "um dia..." e esse dia não chega. E a roupa fica lá. Anos. Sem nunca lhe mexermos.

Ainda hoje dei por mim numa loja a pensar "Pera, mas tu precisas mesmo disso?". Resposta: "não". "Então está quietinha!"

É importante irmos mantendo o nosso diálogo interior. Ajuda-nos a ver com mais clareza. Porque afinal "O suficiente é o bastante".ღ


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segunda-feira, 11 de junho de 2018

As birras*

Hoje, ele acordou às 5h da manhã com a energia toda carregada. Fingi que não vi. Ele pediu "Nesquik". Fingi que não ouvi. "Nesquik!!". Ok, levantei-me, fiz o leitinho com nesquik. Bebeu. Desliguei a luz e tentei dormir. Pelos vistos, o Gonçalo não estava com a minha linha de pensamento do que eu. Não tinha sono. Deitou-se cedo. Dormiu o que tinha a dormir. Eu não. Mas, o que isso interessa agora?

Ainda permaneci naquele estado de "dorme-não-dorme". Mas, definitivamente, ele não estava inclinado para isso. Então, bora lá começar o dia.

Com o avançar do tempo, o sono lá foi surgindo. Começou a ficar chatinho. Birrento. E a birra instalou-se.

E qual é mãe que não sabe o que isso simboliza? Pois. Choro. Gritos. Stress. Isso tudo antes das 8h, a uma segunda-feira. Ninguém merece.

Mas afinal o que é uma birra?

Existem muitas formas de definir o que é uma birra, eu acredito que uma birra é uma manifestação emocional por parte de uma criança que não consegue transmitir o que sente {neste caso: SONO}.

Apesar de não gostarmos das birras, elas são necessárias na formação da personalidade. É a forma que as crianças encontram para afirmarem-se e enfrentarem os obstáculos da vida. 

Digamos que as birras são saudáveis. Eu sei que muitos estarão a abanar negativamente com a cabeça. Mas, a verdade é que fazem parte da construção do nosso ser. 

O importante é saber como lidar com elas! Aí reside o cerne da questão. Claro que não há receias milagrosas. Claro que cada caso é um caso. E o que funciona com o meu filho, poderá não funcionar com o da minha amiga. No entanto, acredito que há algo transversal a qualquer birra, a qualquer criança em plena birra. A calma

Manter a calma. A paciência. 

Difícil. Oh, então não é. Mas, quanto mais reagirmos com agressividade, com gritos ou palmadas, mais a birra tomará proporções incontroláveis. 

Nunca se esqueçam: violência gera violência. Ora, se o nosso filho está em plena birra, gritar não ajudará a acalmar-se, muito pelo contrário. Ficará mais agitado. Para além de estarmos a fazer exatamente o mesmo: berrar!

Nessas situações, é manter a postura. Apelar à paciência, à empatia. Tentar perceber o motivo da birra. É sobretudo, perceber que o nosso filho ainda está a descobrir o que é isso de ser alguém. Ainda está numa fase de descobrimento, e muitas vezes, nem ele sabe a razão daquele estado de fúria. 

Quando o Gonçalo me brinda com uma birra, respiro fundo {muiiitas vezes}, tento acalmá-lo, converso com ele, e se necessário, tento distraí-lo. Ora faço-lhe cócegas {geralmente funciona}, ora canto-lhe uma música. Depende. Mas opto por mudar de assunto. Digamos que tento enveredar pelo caminho do sentido de humor. Com ele funciona. E logo se esquece da birra. 

O essencial nisso é mesmo não criarmos um filme de terror à volta disso. Já stressei muito por causa disso. Por causa do olhar dos outros. Não vale mesmo a pena. Se perceber que a birra está a incomodar os olhares mais sensíveis, retiro-me por momentos com ele. E voltamos mais serenos.

A intervenção de terceiros também não ajuda em nada. Os avós aflitos a sugerir isso e aquilo também não é benéfico. No meu caso, é motivo para ser eu a fazer birra. Não gosto que interfiram. O momento é nosso. Ponto. 

Quanto a birra se torna "na birra das birras", e nada parece resultar. Então, é deixar a birra manifestar-se e estar por perto para um abraço apertado quando a poeira assentar.

Recebi há dias um livro que ganhei num passatempo: Como ajudar o seu filho a controlar as birras. É um livro sucinto. Com dicas práticas e simples. Dicas que, basicamente, enveredam para o caminho do diálogo, da paciência, da calma. Ensina-nos a potenciar um ambiente sereno de forma a não perdermos o controlo, senão passaremos a ser dois a fazer birras, e aí o cenário pode ser desastroso.

*Ah, e estava mais do que evidente que ia adormecer a caminho da escola. 😄


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Acordada desde as 5h. Com duas birras no lombo. Com aquela dorzinha de cabeça de quem está a dever horas à cama. E a precisar de um belo café para despertar o corpo e a mente.

Dica para hoje: Sorri, afinal, parece que esta semana o sol regressa. 


                                                                         ** Boa semana **




quinta-feira, 7 de junho de 2018

O pensamento*

Quem nunca se sentiu enclausurado no meio dos seus pensamentos. Pensamentos que nos consomem. Que nos maltratam. Pensamentos ruminantes. Que volta e meia, lá estão eles a condicionar a nossa vida.

Somos todos seres pensantes e, como tal, os pensamentos fazem parte da nossa vida. Do nosso dia a dia. Mas, como tudo, há pensamentos bons e pensamento maus. E estes últimos são tão difíceis de combater. É preciso um esforço hercúleo para os afugentar.

Sou muitas vezes {aliás, vezes demais} assolada por esses pensamentos ruminantes. Aqueles que, por vezes, até preciso de abanar a cabeça para os mandar embora. Mas, a verdade é que, este simples movimento, não os escorraça da minha mente. Infelizmente é preciso muito mais do que isso.

No livro que tenho estado a ler "A Equação da felicidade", o autor dedica um capítulo a "essa vozinha na [sua] cabeça". E mostra-nos que é efetivamente difícil livrarmo-nos dos pensamentos que nos incomodam. 

E a questão que se coloca é: Então como fazemos para aprender a lidar com isso?

O que o autor do livro sugere é a aceitação desse pensamento. Deixá-lo entrar na nossa mente. Aí permanecer uns tempos. Percebê-lo. Questionar a sua presença e a razão desse incómodo tão grande na nossa vida. Não numa tentativa de o resolver, mas sim de o perceber. 

Só depois desse trabalho mental {nem sempre fácil}, poderemos prosseguir a nossa vida, porque aprendemos a saber lidar com esse pensamento. E ao redefinir esse nosso pensamento, estamos também a redefinir a nossa emoção. Porque todo o pensamento gere uma emoção. Boa ou má. 

Há dias, falava disso com a A., sobre essa "tortura" que é "pensar". E o conselho dela foi exatemente o mesmo. "Aceita o pensamento. Dá-lhe um nome. E manda-o embora." 

Por vezes, é difícil mandá-lo embora. Ou porque estamos cansados. Ou porque estamos emocionalmente afetados e as forças escasseiam. Nessas situações, para além de respirar bem fundo que ajuda sempre, é importante domar o nosso cérebro. Obrigá-lo a pensar noutra coisa. Em algo que nos alegre. Que nos faça esquecer o outro pensamento. 

É estarmos ligados a nós. E quanto mais tempo estivermos focados no bom, no positivo, mais difícil será para o nosso cérebro mudar para o negativo. Até ao dia em que o positivo será o que ocupa mais espaço na nossa mente. É como ver o como meio cheio. Educa-se. Treina-se. 

Quanto menos reclamarmos ou nos queixarmos, mais a vida nos parecerá melhor.

É um treino diário. Como ir ao ginásio. Como almoçar. É algo que tem de passar a fazer parte da nossa vida. Para a tornar cada vez melhor.

Pensemos nisso. A vida torna-se tão mais leve. 

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domingo, 3 de junho de 2018

Paz*

A de espírito. A do corpo. A da mente. Sempre.

Às vezes, é preciso parar e pensar no que realmente importa. Fazer um esforço para lutar contra pensamentos tóxicos, que nos consomem. Buscar a nossa paz. A que vem de dentro. A que nos diz baixinho "Calma. Vai tudo dar certo".

Bom domingo!



sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dia da {minha} criança*

O Dia da Criança passou a ter outro sentido deste que a minha criança nasceu. Passei a dar mais valor ao essencial. Ao momento. Ao que me enche o coração. 

O Dia da Criança não é só um dia para dar um presente ou para relembrar o quão as crianças são maravilhosas. É um dia para ser vivido em pleno. Com a certeza de que, nas crianças, reside o verdadeiro. O que realmente importa. 

A minha criança trouxe-me a sabedoria de saber serenar face as intempestividades. Ajudou-me a perceber que muitas, do que facilmente {e absurdamente} classificamos como "birras" , não são mais do que o resultado de um dia agitado, cansativo. Fez-me entender que é preciso parar. Baixar ao nível dos nossos filhos. Escutar. Olhos nos olhos. Mostrar empatia. E, sobretudo, abraçar. Num abraço reconfortante e calmo. Aquele abraço que cura tudo.

O meu Gonçalo ajudou-me a entender um pouco mais este mundo. O de ser-se criança numa sociedade demasiada adulta. O Gonçalo fez-me perceber que é preciso termos calma. Que cada coisa tem o seu ritmo e que nada vale apressarmos esse ritmo. O Gonçalo fez-me amar a diferença e respeitá-la. 

A vida pelos olhos de uma criança ganha outro encanto. Outra magia. Aquela magia que nós também tivemos, mas que fomos perdendo. A magia de acreditar que sim. Simplesmente porque sim. E é nisso que me vou embebendo a cada dia. 

Ao meu pikachu, a minha abobrinha mais linda da mãe, 
um Feliz Dia da Criança
E um obrigada pela magnifica criança que és!! 
"Lobe you"


A foto que melhor o caracteriza: Feliz!