segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ora e a greve...

... apesar de não estar a leccionar, confesso que vejo esta greve dos professores de duas formas bem distintas...

... como professora (e tendo leccionado apenas um ano... o que considero um milagre, visto o cenário negro que atravessamos...), estou do lado dos meus colegas (pois, claro...)... sei, melhor que ninguém, o que é ser-se professor no nosso país, o desespero, a angústia e o sentimento de frustração que nos acompanham diariamente...embora, não o tenha vivido muito tempo, a breve experiência que tive foi bastante esclarecedora do que se vive dentro das quatro paredes de uma instituição escolar...e nem sempre é fácil! Sei que muitos pensarão "Ah! mas isso acontece em qualquer profissão!"... acontece, sim senhor... mas, basta estarmos um pouco mais atentos ao que tem vindo a acontecer aos docentes deste país, para verificarmos que não passamos de umas marionetas nas mãos do governo... e, por isso, essas manifestações, essas greves fazem todo o sentido... temos de mostrar ao país, aos senhores que "governam" o nosso país que chega... que chegamos ao nosso limite e que urge tomar medidas que beneficiam aqueles que estudarem e trabalharam afincadamente para contribuir para um melhor educação em Portugal... 

... como professora que não lecciona... e como tal, estando mais próxima dos alunos (visto, estar a dar explicações...), sinto a frustração nos olhos deles... muitos ambicionam ingressar num curso superior e esta greve vem, de certa forma, abalar toda uma organização de estudo, que foram tecendo para melhor tirar proveito desses exames... e fico triste, por saber que embora não seja esse o propósito desta greve, a verdade é que a atitude da maioria dos professores em aderir e não deixarem a realização dos exames decorrer na sua normalidade, está a prejudicar os nossos alunos... 

... no entanto, sei que, por vezes, para grande males, grandes remédios...e que essas atitudes são necessárias, e que não podemos estar sempre a  aceitar passivamente as decisões do governo como se fossem eles a decidir o que é melhor para nós, como se fossem eles a decidir a nossa vida... sei disso tudo, e apoio os meus colegas, mas a verdade é que depois penso nos meus "meninos" e fico assim com o coração dividido... 



Sem comentários: