segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

HOME sweet HOME ღ

Sempre fui muito "caseira"... gosto de estar no meu canto... de saborear a minha paz... de aproveitar o meu lar...

Com a partida do Jorge, e após três semanas em casa dos meus pais, enchi-me de coragem e regressei a casa... os primeiros dias não foram fáceis... cada recanto esconde uma lembrança, uma saudade... o anoitecer foi ainda mais complicado... tudo fica mais complicado quando a luz do dia se desvanece... 

Ansiedade, palpitações... solidão... silêncio ensurdecedor... foi {é} uma fase difícil de gerir, mas que vou conseguido ultrapassar... a verdade é que, e apesar da minha casa, ter sido o palco dos melhores anos da minha vida, também foi do pior... o Jorge partiu na nossa casa, no nosso quarto... 

Para muitos seria o mote para sair dali e não mais voltar... para mim, tem sido a minha âncora para ficar... adoro a minha casa, o lar que construir com o meu marido... é o meu porto de abrigo... e é nosso!

Por isso, confesso que me custa aceitar quando me dizem que é-lhes difícil entrar na minha casa... que custa lá estar... um espaço que carrega boas recordações, momentos de felicidade, não pode ser encarado com algo de mau, como algo a evitar... 

Vivo lá com o meu filho, cuido do meu lar, das nossas recordações... gosto de lá viver... e quero muito que o Gonçalo cresça nesse nosso espaço... que continuará a ser sempre dos três.... 

Há lá melhor sítio para se estar do que naquele que foi o palco da nossa história de amor? Duvido.

Home {my} sweet Home!


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