domingo, 29 de julho de 2018

Estar sozinho não significa solidão*

Enquanto divagava pela Internet, deparei-me com este título "Acho que me viciei a ficar em paz, sozinho", e percebi que, ultimamente, tem sido muito isso.

A minha mãe há dias, quando veio a minha casa, disse-me "Tu já não estás habituada a viver com alguém!". E há muito de verdade nisso. 

Claro que vivo com alguém. O meu filho. Mas percebi perfeitamente a mensagem dela.

É, talvez, um pouco assustador tomar consciência disso. Desse desapego. Não quero chamar a isso solidão, porque não é disso que se trata. Não vivo na solidão. Falo todos os dias com os meus pais. Com a minha Su. Saio de casa. Vejo/ estou/ falo com pessoas. Faço atividades com o meu filho. 

Simplesmente, tenho me habituado a viver sozinha com ele. A viver no meu canto. No meu porto seguro. E, vivemos ambos muito bem com isso. Em sintonia. Nas nossas rotinas. 

Vou aprendendo a não depender de ninguém. A viver em função daquilo que queremos e que nos faz bem, naquele momento. Aprendi a saber saborear a minha companhia. E a cada dia, vou aprendendo a saber gerir as minhas emoções, em função das minhas vivências, que não deixam de ser mais "fáceis" só porque "o tempo vai passando". 

Há, no entanto, uma necessidade de reajuste. De saber aceitar. De aprender a lidar com os obstáculos com maturidade. E essa maturidade vai se adquirido um pouco todos os dias. Com maior discernimento de que, na vida, tudo é efémero e que o importante é saber viver em paz. Conosco. O que, por vezes, nos leva a ficarmos quietinhos no nosso canto. Porque, "quando a gente aprende a gostar da própria companhia, a gente se basta e vive feliz onde estiver, com alguém ou sem ninguém. Simples assim." {Daqui}

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