domingo, 30 de dezembro de 2018

2 anos*

O calendário pode marcar que já se passaram dois anos. O tempo pode correr veloz. A vida pode mudar constantemente... mas o que é verdadeiro permanece intacto... e o meu amor por ti, este, não se altera em nada. 

Continuas e, continuarás, a ser o grande amor da minha vida... mesmo que não te veja, que não te sinta, que não te toque... 

A certeza de termos vivido uma linda história de amor reconforta o meu coração, que se enche de alegria ao ver no nosso filho cada traço teu... o teu jeito de correr e balançar os braços para trás... os teus dedos grandes e delgados... a tua genuinidade para com os outros... o sentimento de lealdade por quem nos ama... o altruísmo... o sorriso fácil e rasgado, cujos olhos quase desaparecem... até mesmo o rabo pequenino em comparação com a barriga mais proeminente... muito de ti está nele... e isso, deixa-me tão grata!

Hoje é um dia triste... um dia marcado pela tua partida, há dois anos. Um dia em que me senti tão sozinha, como nunca tinha sentido. Um dia em que senti que fiquei desamparada no meio de tanta gente. Aquele dia, que sempre pensamos que aconteceria quando seriamos bem velhinhos. 

Esta noite foi mais difícil de dormir, as recordações atropelam-se na minha cabeça. Senti o amargo da solidão. As lágrimas lá teimavam em dar ar de sua graça, mas depois senti a mão quentinha do nosso filho e sorri porque o melhor de nós está ali... bem ao meu lado, e quase que o ouvia a dizer "Não chora, mamã!", e obriguei-me a dormir, a afugentar esses pensamentos e a encarar este dia como encaro todos os outros, há dois anos... com coragem e determinação, porque este é só mais um em que a saudade aperta, corroí, vive bem cravada em mim.... como uma segunda pele.... hoje, só estás a ser mais recordado do que o habitual, porque para mim, para o Gonçalo fazes parte de nós... todos os dias!!!

Amamos-te daqui até aí!!!


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